A propósito de certos e determinados cartoons sobre o Papa, há uma coisa que automaticamente me capta a atenção: mais que intolerante, o cartoon é ignorante.
Primeiro porque 27% dos doentes com SIDA por todo o mundo são apoiados por instituições religiosas, sendo que no caso africano, os números mostram que pelo menos 30% das infra-estruturas de saúde em África estão ligadas a instituições religiosas. E estes dados são da ONU e da Organização Mundial de Saúde, como noticía o SAPO, o Público, etc.
Em segundo porque se atendermos às causas da transmissão da SIDA (p. ex. a poligamia e crimes como a violação, ou mesmo o uso do mesmo preservativo variadissimas vezes)e à realidade cultural africana o preservativo não consegue responder aos problemas que são levantados.
Em terceiro lugar, porque foi nos países onde se pôs em prática o programa ABC, ou seja o progrma que procuram sensibilizar para a abstinência e fidelidade - e preservativo só em casos extremos - que se verifica uma redução ou estabilização da percentagem de transmissão, como se verificou no Uganda.
Pergunto-me, no entanto, porque se justifica o Jornal Expresso antes da publicação da imagem?
E faço minha a questão do PR: "Relativamente a estes cartoons, onde estão as condenações públicas dos desenhos e respectivos autores? Onde está o Dr. Freitas do Amaral a pedir desculpa aos católicos, tal como fez com os muçulmanos?"
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Monday, March 23, 2009
Liberdade e tolerância... só para alguns
"É curioso como, num mundo em que as palavras "liberdade" e "tolerância" são divinizadas, é concedida tão pouca liberdade e há tão pouca tolerância em relação à Igreja Católica e ao seu ensinamento."
A propósito do post anterior, apelo à leitura do texto de hoje de Raquel Abecasis.
A propósito do post anterior, apelo à leitura do texto de hoje de Raquel Abecasis.
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O Pensamento Único
"O pensamento único é cada vez mais único e cada vez menos um pensamento. A sua dupla sedimentação, ideológica e tecnocrática, leva-o a não tolerar quem se expressa fora das suas fronteiras. Não se dirige contra as ideias que considera falsas, as quais exigiriam ser refutadas mas contra as ideias que considera «más». Essencialmente declamatório e inquisitório, o pensamento único elimina as zonas de resistência mediante uma estratégia indirecta: marginalização, silenciamento, difamação(...)"
Quando li este excerto postado pelo Manuel Azinhal,lembrei-me logo deste artigo que envolvia o Tony Blair.
É o "Secularismo Agressivo".
A expressão não é nova. Já o Sarkozy a utilizou.
Mas manifesta-se em tudo: da fraca importância dada à viagem do Papa a Angola (que só é noticiada quando é para falar do preservativo e dos dois mortos por esmagamento), às multas como as que a notícia acima citada se refere. Outro é o caso da política educativa, o fim das liberdades de ensino; ou o da disciplina partidária quanto ao direito à objecção de consciência; ou o da demasiada extensão do direito de liberdade da imprensa, etc. Os meios com que prossegue são variados, mas o fim é sempre o mesmo.
É triste, na época do pluralismo, liberdade e tolerância.
E já não se pede mais que isto...
Quando li este excerto postado pelo Manuel Azinhal,lembrei-me logo deste artigo que envolvia o Tony Blair.
É o "Secularismo Agressivo".
A expressão não é nova. Já o Sarkozy a utilizou.
Mas manifesta-se em tudo: da fraca importância dada à viagem do Papa a Angola (que só é noticiada quando é para falar do preservativo e dos dois mortos por esmagamento), às multas como as que a notícia acima citada se refere. Outro é o caso da política educativa, o fim das liberdades de ensino; ou o da disciplina partidária quanto ao direito à objecção de consciência; ou o da demasiada extensão do direito de liberdade da imprensa, etc. Os meios com que prossegue são variados, mas o fim é sempre o mesmo.
É triste, na época do pluralismo, liberdade e tolerância.
E já não se pede mais que isto...
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