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Wednesday, April 29, 2009

Lições de Democracia - a Herança da I República



Se não quiserem ver tudo, atentem especialmente ao minuto 4:28 e ao 5:51, às atitudes do deputado que está sentado à direita do Paulo Rangel.

Friday, May 30, 2008

PSD



Passos Coelho entristece-me.
De candidato sem passado, de candidato sem pedra no sapato, sem pedra que lhe pudessem arramessar, desatou, numa sede de protagonismo, a criar e a lançar propostas e ideias para o nosso querido país, que como sempre, tem de tocar nos valores morais em que a sociedade se baseia. Propostas essas que não têm qualquer sentido e cuja defesa se encontra a cargo de certos argumentos que de nada valem, nem pela demagogia.
Para além disso diz-se candidato. Coisa estranha essa. Candidato é aquele que aspira a algo. Neste caso, presumo que seja a liderança do PSD. Mas eu até já admito que ele se tenha enganado, talvez tenha concorrido a outra coisa e está ali por engano. É que não se admite como um candidato que quer ser oposição pergunte a um adversário seu se acha que o que está a dizer é certo ou errado. Como não se admite também que, numa corrida a três, onde eu acredito que ele irá no final ocupar o terceiro lugar, em discurso nas vésperas das eleições um homem admite ganhar, sabendo ele que só há dois caminhos possiveis: primeiro o de um dos adversários (e vocês sabem bem a quem se referia ele), depois o dele. Ainda bem que ele sabe que a dele não pode ser a primeira opção para o PSD, e muito menos para o País.

Para mim, Manuela Ferreira Leite é igual a Sócrates. Tirar um para por o outro é virar o disco para tocar o mesmo.

Santana Lopes surge como o "Catman": tem como se vê, 7 vidas. Pelo menos na política.
Há boa maneira de Churchill, é sempre bom lembrar-mo-nos:

"A Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. A diferença é que na guerra só se pode ser morto uma vez, enquanto na política se pode morrer muitas vezes"

Valem-lhe os dotes oratórios.

Saturday, October 27, 2007

Lá Vai Menezes...



Luís Filipe Menezes já ia alto.
Apostado em renovar o PSD, lançou propostas fortes como a de uma renovação constitucional, ou a ideia de refortalecer o poder autárquico, construindo um país de base regional.
No entanto, estatelou-se no chão com esta ideia de que não deve haver referendo sobre o Tratado de Lisboa.
Ou é mais um Eurocrata, ou então onde se meteu a sua tão celebre ideia de que o poder está nas bases?

Wednesday, October 10, 2007

O CDS/PP é o quê?



O Expresso desta semana noticia que Ângelo Correia quer "um PSD mais social-democrata" (portanto, mais à esquerda).
No entanto, o PSD não deixa de se considerar como "o maior partido da direita" (apenas quando a distinção de "direita" não é mal vista).

No mesmo Jornal, na página seguinte, Pires de Lima comenta a vitória de Menezes, considerando que o CDS/PP pode consolidar a sua posição de "único partido de direita", pois Menezes está colado no/ao centro-esquerda.
De seguida seguida, o mesmo Pires de Lima, afirma que o CDS/PP se concentrará mais no centro-direita - se pensarmos bem, faz sentido o que ele diz. Como Freitas sempre disse, o CDS é um partido centrista).
Mas afinal onde ficamos?
Direita ou Centro?

Por fim, termina a "entrevista" reafirmando que, com Menezes no PSD, e sendo ele um populista, Paulo Portas terá oportunidade de se tornar "mais credível e respeitável", concluindo, mesmo no final, que a vitória de Menezes também é boa para o CDS/PP, pois este, nunca no passado, se "deu mal" com o partido popular, ao contrário de Mendes.

Conclusão:

É uma pena que o CDS/PP não se assuma como um partido independente (que é, segundo os estatutos) e viva eternamente na sombra e dependente do PSD, que como o próprio é um vazio ideológico.
Para quando um CDS forte e objectivo, tanto ideologicamente como na prática?

Monday, October 01, 2007

O PSD aos Altos e Baixos

O momento alto do PSD nesta ultima semana...



..... e o momento Baixo.



Não estou só a parodiar com o tamanho de Marques Mendes.
Estou também a fazer uma referência à vergonha das eleições que sucederam no passado fim de semana dentro do "maior partido da direita" como o próprio se assume.
Um partido desacreditado como o PSD conseguiu ainda se submeter mais ao descrédito.
É verdade que como líder, Marques Mendes não existe. Não tem carisma. Não é oposição. No fundo, não é(foi) nada a não ser o líder do PSD. E isso por si só não chega para nada, como também só serviu para apagar mais o próprio partido.
Menezes é esperar para ver. Mas confesso que não acredito no seu sucesso. Deus queira que eu esteja enganado. Mas penso que será necessário muito trabalho para alcançar o crédito que lhe é exigido. É necessário muito esforço para se tornar opção.
Entretanto o PSD teima em continuar um vazio ideológico, muito por parte da multidão de ideias que pretende abarcar. E isso prejudica-o. Temo (sei?) que esta mudança não alterará em nada este seu seu modelo. Prefere ser o partido com mais apoiantes "de direita(?)", do que um partido que defenda ideias de verdadeira direita. E isso, quando se pretende alcançar o poder, não só não é um projecto decente e capaz, como é também responsavél pelo falhanço total das governações.
Deste 1974 que a direita raramente vê o poder. E por isso não se pode dar ao luxo de cometer erros. É um momento frágil. E só se emenda isso com sucesso. Coisa que até hoje tem sido rara.
Infelizmente parece-me que ou uma catástrofe acontece a José Sócrates ou então vencerá de novo em 2009, por falta de opositores credíveis.
Pena é que Santana Lopes só se destaque nestes momentos. Quando esteve no governo, o país encontrava-se numa desorganização total, muito parecida com a actual. Mas também é verdade que ele não tinha o tão necessário apoio popular nem legitimidade democrática.
Este PSD não serve o país.
Nem este CDS.
Já nem sei o que serve ou pode servir Portugal. Mas parece-me que, independentemente de esquerda ou direita -hoje tão confundidas uam com a outra- o que Portugal precisa é de verdadeiros nacionalistas (na mais pura e verdadeira acepção da palavra) que se entreguem e se esforcem no sentido de tornar Portugal melhor.
Pois desta forma acreditem que acabamos. E não é do modo que Saramago propaga. É mesmo devido a um suicídio nacional.

Monday, July 23, 2007

Sebastianismo

Não resisto à tentação de postar as palavras do Prof. José Adelino Maltez no DN de 21.07.07.

"Há uma crise grave do sistema partidocrático. A situação está esclerosada(...)Somados os que se abstiveram aos que preferiram as candidatura dissidentes, há 74% de eleitores indiferentes aos partidos instalados ou que os rejeitam expressamente(...)A direita que convém à esquerda chama-se Marques Mendes e Paulo Portas(...)Certos elementos encavacam o PSD. Incluindo Manuela Ferreira Leite, um D. Sebastião de saias que tolhe a criatividade do PPD profundo(...)Qualquer dia reparam que não têm povo."

Monday, July 16, 2007

Reflexão

Não se assustem!
Não se trata de um reflexão à Paulo Portas depois das eleições, mas sim numa reflexão consequente da leitura do texto do Professor Jaime Nogueira Pinto que citei num post anterior.

De facto até é compreensível as ideias esquerdistas que brotam do seio do partido social-democrata português, se entendermos este como representação da teoria criada e defendida por Eduard Bernstein na II Internacional, e que se fundamentava nas ideias Marxistas.
Bernstein rejeitava a via revolucionária proposta por Marx para alcançar o poder e substituiu-a pela integração no jogo partidário e democrático. Uma vez no poder, dos governantes sociais-democratas sairiam reformas definidas como "socializantes".
No entanto, tanto um caso como o outro, torna impeditivo a identificação do PSD como representante de uma Direita politica, que como vimos nestas eleições não representa ideologicamente, nem tem bases nela.

As Mundanças da Direita

Sobre eleições....

Um PSD que em Lisboa,pela voz de dirigentes andou a ver se ultrapassava o PS pela esquerda,apoiando a liberalização do aborto ,as salas de chuto,os casamentos homossexuais ,na obcessão de ser "progressista" em costumes e politicamente correcto sempre!E o CDS-PP com os seus espectáculos de arruaça interna e ausência de doutrina e coerência.
Não se admirem que a direita fique em casa ou até prefira o PS...Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver onde acabam!


Eu só faço uma correcção: Em vez de "Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver onde acabam", eu diria "Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver que acabam"

Saturday, July 14, 2007

Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte II Oposição

Negrão e Carmona são os considerados principais opositores de Costa, e o seu constante conflito pessoal, que tem como causa principal o PSD, faz-me sempre recordar a guerra civil russa, em que os brancos, para além da forte oposição do exército organizado de Trotsky, foram vítimas de conflitos internos e das potências estrangeiras que os apoiavam.
Temo que o fim destes dois seja o mesmo que o do exército branco.



Fernando Negrão nada diz aos Lisboetas. Depois de perder em Setúbal, vem perder a Lisboa acumular mais uma derrota no seu curriculum político. Baralha as siglas das empresas públicas, baralha o nome da cidade. A sua candidatura, também vazia de tudo o que é ideias para a cidade, concentra-se em desfazer Carmona Rodrigues e publicitar o PSD, como "Pai Politico" do professor. António Costa não interessa. E a sua candidatura é tão concentrada nas próximas eleições legislativas, onde o objectivo não é atingir Costa, ou as suas ideias (ou não ideias) para Lisboa, mas sim o Governo. O tema Lisboa não faz parte da sua campanha nem do projecto político que o PSD delineou para ele. Sabendo a derrota que o espera antecipadamente, o PSD preocupou-se mais em pensar num lugar no Governo do que em Lisboa, e claro, em ficar em cima de Carmona.

Quanto a Carmona Rodrigues já tudo se sabe. Sem propostas, a sua campanha resume-se ao ataque a Negrão e ao PSD porque o "abandonaram", e na procura de agradar a todos os tipos de Lisboetas. Abre salas de chuto, oferece palácios no Príncipe Real à Maçonaria, à pergunta sobre os casamentos homossexuais nos Paços do Conselho, responde de forma interesseira, "piscando o olho" ao loby gay, a quem já oferece arraiais e festas pride, que por ele "até pode ser no Mosteiro dos Jerónimos"; ao mesmo tempo procura votos nos conservadores e católicos restaurando as fachadas das igrejas (ao menos, e tenho que valorizar, ainda cuida do património).
Além disso, não sabe governar, nem se mostra capacitado para isso, deixando a câmara chegar a um estado lastimoso.



A outra independente, Helena Roseta, é o outro candidato "de peso" apontado pelos média. Não sei ao certo o que pretende. Vejo fotografias de Lisboa degradada e ouço o "desejo" de reergue-la, uma ideia do Parque do Gonçalo Ribeiro Teles, e uma hipótese de roubar votos aos socialistas que não gostam de António Costa. No entanto, é possível que a arquitecta, agora independente e desalinhada do PS, aceito pós eleições, um aliança com o Costa de quem agora é concorrente. Não me admirava nada a "socialisse", porque António Costa também não dirá que não...

Thursday, May 24, 2007

Agora é na Covilhã...

... e o PSD a perder mais uma Camâra.



Gostava de saber o que haverá no PSD? É que tudo o que é desta gente vai lá parar.

Que ricos amendoins

Tuesday, May 15, 2007

As Lições de Marques Mendes para o próprio!

1ª Lição


2ª Lição


3ªLição


Apesar de todos os apresentados possuírem processos em tribunal (uns mais do que outros), o PSD não pode alegar que por essas causas não os apoia, pois se as usar, fica a pergunta: então porque os apoiou antes?
É necessário ainda lembrar que os dois primeiros, sem PSD, ganharam as respectivas câmaras. Com o terceiro logo se verá...
O PSD perdeu todas. E a de Lisboa não deverá ser excepção...