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Thursday, May 31, 2007

Fado da Recaída

Lembrei-me de ti sem querer
Entrei num bar e bebi
Paguei a conta de dois
Não consigo perceber
Porque me lembrei de ti
Todo este tempo depois

Fui à rua onde vivias
Vi a tua luz acesa
Apeteceu-me beber
Fui ao bar onde tu ias
E sentado à mesma mesa
Lembrei-me de ti sem querer

Perguntei sem reparar
Com quem vivias agora
Se alguém sabia de ti
Mas antes de alguém falar
Levantei-me, fui-me embora
Entrei num bar e bebí

Que feitiço ou que loucura
Voltar a sentir ciúme
Todo este tempo depois
Andar à tua procura
E nos sítios do costume
Pagar a conta de dois

Rua em rua, bar em bar
Já não sei se te esqueci
Se não te quero esquecer
O que procuro encontrar
Para me perder de ti
Não consigo perceber

Lá em cima continua
A tua janela acesa
Como quando te perdi
E no bar da tua rua
Há dois copos sobre a mesa
Porque me lembrei de ti

Em tantas noites iguais
Perdoei o que tardaste
Quando vivemos os dois
Não te perdoo nunca mais
A noite que me estragaste
Todo este tempo depois

de Camané

Sunday, May 27, 2007

A Portugalidade



Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.

Letra e música: Alfredo Duarte; Amália Rodrigues
intrepertado no video por Camané