Lembrei-me de ti sem querer
Entrei num bar e bebi
Paguei a conta de dois
Não consigo perceber
Porque me lembrei de ti
Todo este tempo depois
Fui à rua onde vivias
Vi a tua luz acesa
Apeteceu-me beber
Fui ao bar onde tu ias
E sentado à mesma mesa
Lembrei-me de ti sem querer
Perguntei sem reparar
Com quem vivias agora
Se alguém sabia de ti
Mas antes de alguém falar
Levantei-me, fui-me embora
Entrei num bar e bebí
Que feitiço ou que loucura
Voltar a sentir ciúme
Todo este tempo depois
Andar à tua procura
E nos sítios do costume
Pagar a conta de dois
Rua em rua, bar em bar
Já não sei se te esqueci
Se não te quero esquecer
O que procuro encontrar
Para me perder de ti
Não consigo perceber
Lá em cima continua
A tua janela acesa
Como quando te perdi
E no bar da tua rua
Há dois copos sobre a mesa
Porque me lembrei de ti
Em tantas noites iguais
Perdoei o que tardaste
Quando vivemos os dois
Não te perdoo nunca mais
A noite que me estragaste
Todo este tempo depois
de Camané
Showing posts with label Camané. Show all posts
Showing posts with label Camané. Show all posts
Thursday, May 31, 2007
Sunday, May 27, 2007
A Portugalidade
Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.
Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.
Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.
Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais.
Letra e música: Alfredo Duarte; Amália Rodrigues
intrepertado no video por Camané
Subscribe to:
Posts (Atom)