E não é que o meu colega de outras aventuras blogosféricas se saiu com esta:
Não podemos esquecer que um Rei mesmo só reinando e não governando como em Espanha, une antes de mais a população e reafirma a identidade cultural e histórica de um país.
Showing posts with label Monarquia. Show all posts
Showing posts with label Monarquia. Show all posts
Tuesday, April 01, 2008
Saturday, February 09, 2008
Thursday, January 31, 2008
E Porque se aproxima a data....

Aconselho a visita do site especialmente criado a propósito do centenário do Regicídio para que estejam atentos às iniciativas e eventos promovidos pela AIMP.
Monday, October 08, 2007
Sorte!
Fazia tenção de postar isto, mas o Mário antecipou-se e poupou-me trabalho.

O Visconde da Ribeira Brava e o Regicídio
Para não variar, aproveita o tema para apresentar uma inteligente observação e introduzir uma boa questão:
"Se hoje a Causa Real e as Reais Associações funcionassem, nesta altura, a poucos meses do Centenário do Regicídio e a dois anos da Implantação da República, era possível criar um movimento popular de apoio à Monarquia. Agora, sem estruturas políticas, e a problemática é exclusivamente política, nada a fazer.
Mas a verdade é que o Ribeira Brava é um dos Regicidas, muito mais comprometido que, por exemplo, Aquilino Ribeiro."
É uma sorte, para mim e para a de todos os que lêem A Voz, ter a oportunidade de ler um blog como o do Mário.

O Visconde da Ribeira Brava e o Regicídio
Para não variar, aproveita o tema para apresentar uma inteligente observação e introduzir uma boa questão:
"Se hoje a Causa Real e as Reais Associações funcionassem, nesta altura, a poucos meses do Centenário do Regicídio e a dois anos da Implantação da República, era possível criar um movimento popular de apoio à Monarquia. Agora, sem estruturas políticas, e a problemática é exclusivamente política, nada a fazer.
Mas a verdade é que o Ribeira Brava é um dos Regicidas, muito mais comprometido que, por exemplo, Aquilino Ribeiro."
É uma sorte, para mim e para a de todos os que lêem A Voz, ter a oportunidade de ler um blog como o do Mário.
Sunday, August 26, 2007
A princesa do povo
Anticipando o meu 31 de Agosto...

Há 25 anos, por estranho que pareça, a Monarquia Britânica (britânica, não inglesa) era ainda uma instituição respeitável, e relativamente imune às pressões para se "modernizar". Essa respeitabilidade impunha, entre outras coisas, que o príncipe de Gales se casasse com uma virgem. Porquê? Para que ninguém a seguir se viesse gabar pêlos tablóides de que tinha dormido com a futura rainha (ou mesmo, se Isabel morresse, com a rainha) e descrever coloridamente a coisa. Quando, para garantir a sucessão, o casamento de Carlos se tornou, por assim dizer, "inadiável", toda a gente se riu com o sarilho em que o desgraçado estava metido. Onde iria ele descobrir tal raridade? E quem seria ela? Foi Diana Spencer, uma jovem bonitinha, quase adolescente e pouco esperta, à volta de quem logo se inventou, para consumo dos media, uma história de amor melada e absurda. O casamento, claro, acabou mal. Carlos, coitado, que também não era uma grande cabeça, ao menos percebia o seu papel na ordem constitucional e na vida política. Diana queria ser célebre e queria ser feliz, como qualquer pequeno--burguesa analfabeta e ambiciosa, ensopada no sentimentalismo popular do tempo. Começou então o espectáculo de uma alta personagem do Estado, que pouco a pouco se transformou numa pop star e que os media naturalmente tratavam como uma pop star. Andava lá tudo: grandes costureiros, actores de cinema, jogadores de rubgy, "jornalistas" de escândalo, o inconcebível Elton John e a bulimia da praxe. No meio disto, Diana, que romanticamente se achava "natural" e era de facto uma exibicionista indiscriminada e louca, pedia por favor a privacidade que ela própria anulara.
Com o divórcio e a querela com a Monarquia (um caso de puro ressentimento) veio a segunda encarnação de Diana na figura clássica do "anjo de caridade", muito habitual nas rainhas do século XIX. Visitou leprosos, drogados, doentes com sida; e passeou por Angola a fingir que desarmava minas. Mostrou aí um talento particular para o estilo touchy-feely, que disfarçava a irrelevância do exercício e comovia o público. Blair aproveitou a inspiração e fez dela uma improvável "princesa do povo". Do povo da televisão e dos tablóides, com certeza. Não por acaso os filhos comemoraram a morte da mãe em Wembley, com um concerto rock. Ninguém representou como ela o egocentrismo, a vulgaridade e a superficialidade da época, de certa maneira, a cultura da democracia liberal em que vivemos.
Vasco Pulido Valente

Há 25 anos, por estranho que pareça, a Monarquia Britânica (britânica, não inglesa) era ainda uma instituição respeitável, e relativamente imune às pressões para se "modernizar". Essa respeitabilidade impunha, entre outras coisas, que o príncipe de Gales se casasse com uma virgem. Porquê? Para que ninguém a seguir se viesse gabar pêlos tablóides de que tinha dormido com a futura rainha (ou mesmo, se Isabel morresse, com a rainha) e descrever coloridamente a coisa. Quando, para garantir a sucessão, o casamento de Carlos se tornou, por assim dizer, "inadiável", toda a gente se riu com o sarilho em que o desgraçado estava metido. Onde iria ele descobrir tal raridade? E quem seria ela? Foi Diana Spencer, uma jovem bonitinha, quase adolescente e pouco esperta, à volta de quem logo se inventou, para consumo dos media, uma história de amor melada e absurda. O casamento, claro, acabou mal. Carlos, coitado, que também não era uma grande cabeça, ao menos percebia o seu papel na ordem constitucional e na vida política. Diana queria ser célebre e queria ser feliz, como qualquer pequeno--burguesa analfabeta e ambiciosa, ensopada no sentimentalismo popular do tempo. Começou então o espectáculo de uma alta personagem do Estado, que pouco a pouco se transformou numa pop star e que os media naturalmente tratavam como uma pop star. Andava lá tudo: grandes costureiros, actores de cinema, jogadores de rubgy, "jornalistas" de escândalo, o inconcebível Elton John e a bulimia da praxe. No meio disto, Diana, que romanticamente se achava "natural" e era de facto uma exibicionista indiscriminada e louca, pedia por favor a privacidade que ela própria anulara.
Com o divórcio e a querela com a Monarquia (um caso de puro ressentimento) veio a segunda encarnação de Diana na figura clássica do "anjo de caridade", muito habitual nas rainhas do século XIX. Visitou leprosos, drogados, doentes com sida; e passeou por Angola a fingir que desarmava minas. Mostrou aí um talento particular para o estilo touchy-feely, que disfarçava a irrelevância do exercício e comovia o público. Blair aproveitou a inspiração e fez dela uma improvável "princesa do povo". Do povo da televisão e dos tablóides, com certeza. Não por acaso os filhos comemoraram a morte da mãe em Wembley, com um concerto rock. Ninguém representou como ela o egocentrismo, a vulgaridade e a superficialidade da época, de certa maneira, a cultura da democracia liberal em que vivemos.
Vasco Pulido Valente
Labels:
Monarquia,
Princesa Diana,
Sociedade,
Vasco Pulido Valente
Subscribe to:
Posts (Atom)