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Tuesday, October 28, 2008

Na senda das Eleições Americanas

Barack Obama é o candidato preferido dos portugueses. A popularidade de Obama em Portugal é um reflexo das diferenças políticas entre Portugal e os Estados Unidos. As preferências dos portugueses são condicionadas pelo facto de estarem, em termos políticos, à esquerda dos americanos e pela forma como a informação sobre os Estados Unidos cá chega. A informação é filtrada pelos jornalistas americanos, que estão à esquerda da sociedade americana, e pelos jornalistas portugueses, que estão à esquerda dos seus colegas americanos. O resultado destes filtros é uma visão alienada e paroquial da política americana.

Partilho da opinião de João Miranda, publicada no Diário de Notícias de 7 de Setembro de 2008. Não acho certa a vitória de Barack Obama. Apesar de em Portugal e pela Europa se fazer muito rodar esta ideia, quase parece que McCain já não tem nada a dizer, acho que ainda não há resultados definidos. E não há vitórias/derrotas antecipadas!
Bem se têm esforçado para isso. Notícias, como as que nos informam que McCain descende de uma família de negreiros, só surgirem agora, têm uma clara intenção de desfazer a campanha de John McCain.
Mas se bem me lembro, os nossos portugueses estrangeirados por terras do tio Sam, como o João Pereira Coutinho por exemplo, já afirmaram que quem sucederá naturalmente a Bush será McCain. Se é verdade que o resultado só se saberá no dia das eleições, verdade é também que McCain ainda não está morto, apesar de por cá ter sido bem atropelado. Mas os meios de comunicação também não têm ajudado(informado?)...

Regresso ao Passado?



Preso grupo que planeava assassinar Barack Obama




Previsível?
Estratégia ou Realidade?

Friday, May 30, 2008

PSD



Passos Coelho entristece-me.
De candidato sem passado, de candidato sem pedra no sapato, sem pedra que lhe pudessem arramessar, desatou, numa sede de protagonismo, a criar e a lançar propostas e ideias para o nosso querido país, que como sempre, tem de tocar nos valores morais em que a sociedade se baseia. Propostas essas que não têm qualquer sentido e cuja defesa se encontra a cargo de certos argumentos que de nada valem, nem pela demagogia.
Para além disso diz-se candidato. Coisa estranha essa. Candidato é aquele que aspira a algo. Neste caso, presumo que seja a liderança do PSD. Mas eu até já admito que ele se tenha enganado, talvez tenha concorrido a outra coisa e está ali por engano. É que não se admite como um candidato que quer ser oposição pergunte a um adversário seu se acha que o que está a dizer é certo ou errado. Como não se admite também que, numa corrida a três, onde eu acredito que ele irá no final ocupar o terceiro lugar, em discurso nas vésperas das eleições um homem admite ganhar, sabendo ele que só há dois caminhos possiveis: primeiro o de um dos adversários (e vocês sabem bem a quem se referia ele), depois o dele. Ainda bem que ele sabe que a dele não pode ser a primeira opção para o PSD, e muito menos para o País.

Para mim, Manuela Ferreira Leite é igual a Sócrates. Tirar um para por o outro é virar o disco para tocar o mesmo.

Santana Lopes surge como o "Catman": tem como se vê, 7 vidas. Pelo menos na política.
Há boa maneira de Churchill, é sempre bom lembrar-mo-nos:

"A Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. A diferença é que na guerra só se pode ser morto uma vez, enquanto na política se pode morrer muitas vezes"

Valem-lhe os dotes oratórios.

Sunday, July 15, 2007

Porque sou lisboeta e cristão!

Votarei nulo.

A ausência de um candidato intelectualmente sério;
A moda das campanhas demagógicas e insultuosas;
A incapacidade de alguém propor alguma coisa que não vacuidades ou simplesmente parvoíces;
A má educação e ordinarice da generalidade dos candidatos;
A fachada de candura e moralidade de outros;
As ligações de alguns a aparelhos partidários corruptos ou interesseiros;
A ligação de outros a sociedades assassinas e criminosas como a Maçonaria;
A inexistência de uma visão cristã da cidade, inaceitável num sociedade que se proclama sob a égide do pluralismo de mundividências, sobretudo atendendo ao facto de Lisboa ser a capital de uma Pátria cuja grandeza está, a todos os níveis, associada à Verdade Cristã;

Tudo isto e muito mais leva-me a chumbar todos os projectos que vão a votos hoje, quando abrirem as urnas.

É a minha consciência de católico que me impede de aceitar qualquer projecto para a minha cidade que se abstenha de enunciar uma proposta adequada a uma concepção cristã da mesma.

Restaurar Igrejas e entregar, simultânea e graciosamente, palácios aos pedreiros-livres é cinismo. É enganar o povo. É querer estar bem com Deus e com o Diabo.

A Lisboa velha, tradicional e castiça; a Lisboa charmosa e popular; a Lisboa comunitária e religiosa; a Lisboa da «Nobre Alfama/ Mãe da antiga marinhagem/ Bairro castiço, popular, dos mais antigos», como cantava Teresa Tarouca, tem a sua génese na Idade Média. É cristã e moura.

É esta cidade que precisa de ser preservada e cuidada.
É esta cidade que nenhum dos candidatos quer ajudar a reerguer.

Saturday, July 14, 2007

Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte III Os Médios e Pequenos

Quanto a José Sá Fernandes fica a quantidade de dinheiro que fez os lisboetas gastar com os processos e problemas que colocou perante a construção de Túnel do Marquês, e a quantidade de dinheiro que "rouba" à câmara, através dos ordenados dos seus assessores. Candidata-se para "denunciar". E seria bem-vindo se denunciasse apenas as irregularidades e não tudo o que incomoda o BE e o seu vazio de ideias. Denuncia tudo. Mesmo tudo. Só perde e ganha antipatias todos os dias.



Ruben de Carvalho deve manter o seu lugar e deve manter a sua politica de "bater o pé" na camâra de Lisboa.



Telmo Correia está no nervoso pré-eleitoral. É o rosto e a representação do CDS de hoje. A sua inteligência que eu muito reconheço e admiro, não chega para o mediatismo e populismo que um candidato a qualquer tipo de alto cargo necessita. Eu gosto muito de Telmo Correia, mas fica claro que não só não diz nada aos Lisboetas, como o PP de hoje, se deseja ganhar o que quer que seja, só o alcançará através de Paulo Portas, porque de resto, mais nenhum tem características nem o populismo que Portas possui e utiliza na política. Mesmo a sua presença na campanha ao lado de Telmo Correia, na ânsia de o lançar numa carreira politica, semelhante ao que fez Sócrates a Costa, não chega. O CDS arrisca-se a não alcançar um lugar que seja na câmara, e isso para a direita portuguesa é triste e um mau prenuncio.
Para o PP é a afirmação clara de que Portas é "o" Partido.
Um programa com prioridades, mas que é impossível de construir. Resolver problemas financeiros sem recorrer a empréstimos, e a insegurança através da vídeo-vigilância, não só me parece uma ideia pouco realista como mesmo utópica. Mais uma vez há propostas sem apresentação de resolução.
Ao menos lembraram-se dos idosos e da sua solidão, do excesso de construções desenquadradas com a identidade e estrutura da cidade, da limpeza e... da OTA.
No entanto, a cegueira causada por um desejo incessante de votos (espero que seja só este motivo e não uma mudança de ideologia), tornou a candidatura do CDS semelhante à de Carmona Rodrigues, como lembrava o Nuno Mendes. O apoio aos homossexuais revelado através das propostas apresentadas por Teresa Caeiro é só por si uma contradição na campanha que o CDS propagou. Uma boa gestão de fundos é obrigatória, e por isso é necessário cortar em despesas não são do interesse da cidade. A ideia de adquirir bibliografia de temática LGBT para colocar nas bibliotecas municipais é ridículo, tal como o apoio ao Arraial Pride e ao Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, que mais parece um incentivo e promoção à educação homossexual.
Isto não são ideias à CDS…

De Quartim Graça não falo porque nada conheço, a não ser que pertence ao partido da terra. Eu acredito que o planeta tem necessidades, mas é necessário relembrar as prioridades de Lisboa? Salvemos o ambiente sim! Mas primeiros as pessoas.
De Garcia Pereira fica a sua célebre candidatura para questionar. Coisa que até consegue fazer, mesmo sem tempo de antena. Já estamos habituados a vê-lo em tudo o que é eleições nestes país. Serão mais umas em que não sairá vencedor.



De Manuel Monteiro e Gonçalo da Câmara Pereira fica guardado o papel de "Palhaços" destas eleições autárquicas. Ambos porque sem terem nada para fazer ou a dizer, ou mesmo a propor para Lisboa, divertiram-se a fazer palhaçadas, um com as personagens inventadas que agora se tornaram um habito no PND, e o outro a distribuir rolos de papel higiénico na câmara, a dizer que Lisboa está bem como está, e a dizer que o projecto chiado é um "fait divers" em debates televisivos.



De todas as campanhas destaco a do PNR. Parece-me decidido, conhecedor de prioridades e com um projecto, que é uma coisa a que temos de dar valor tendo em conta os restantes.



Com a segurança no topo da lista, o PNR, um dos "pequenos" partidos candidatos à câmara, apresenta-se mais populista. José Pinto Coelho não se inibe de apontar o dedo e concentra-se na cidade, que é algo que parece faltar aos principais candidatos. Nem sempre angariador de muitas simpatias, não vira a cara à luta, e apresenta culpados para a crise, propõe o fecho da EMEL, a reestruturação da EPUL, e o fim a despesas da câmara que em nada servem os lisboetas como, o dinheiro para as instituições a homossexuais.

Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte II Oposição

Negrão e Carmona são os considerados principais opositores de Costa, e o seu constante conflito pessoal, que tem como causa principal o PSD, faz-me sempre recordar a guerra civil russa, em que os brancos, para além da forte oposição do exército organizado de Trotsky, foram vítimas de conflitos internos e das potências estrangeiras que os apoiavam.
Temo que o fim destes dois seja o mesmo que o do exército branco.



Fernando Negrão nada diz aos Lisboetas. Depois de perder em Setúbal, vem perder a Lisboa acumular mais uma derrota no seu curriculum político. Baralha as siglas das empresas públicas, baralha o nome da cidade. A sua candidatura, também vazia de tudo o que é ideias para a cidade, concentra-se em desfazer Carmona Rodrigues e publicitar o PSD, como "Pai Politico" do professor. António Costa não interessa. E a sua candidatura é tão concentrada nas próximas eleições legislativas, onde o objectivo não é atingir Costa, ou as suas ideias (ou não ideias) para Lisboa, mas sim o Governo. O tema Lisboa não faz parte da sua campanha nem do projecto político que o PSD delineou para ele. Sabendo a derrota que o espera antecipadamente, o PSD preocupou-se mais em pensar num lugar no Governo do que em Lisboa, e claro, em ficar em cima de Carmona.

Quanto a Carmona Rodrigues já tudo se sabe. Sem propostas, a sua campanha resume-se ao ataque a Negrão e ao PSD porque o "abandonaram", e na procura de agradar a todos os tipos de Lisboetas. Abre salas de chuto, oferece palácios no Príncipe Real à Maçonaria, à pergunta sobre os casamentos homossexuais nos Paços do Conselho, responde de forma interesseira, "piscando o olho" ao loby gay, a quem já oferece arraiais e festas pride, que por ele "até pode ser no Mosteiro dos Jerónimos"; ao mesmo tempo procura votos nos conservadores e católicos restaurando as fachadas das igrejas (ao menos, e tenho que valorizar, ainda cuida do património).
Além disso, não sabe governar, nem se mostra capacitado para isso, deixando a câmara chegar a um estado lastimoso.



A outra independente, Helena Roseta, é o outro candidato "de peso" apontado pelos média. Não sei ao certo o que pretende. Vejo fotografias de Lisboa degradada e ouço o "desejo" de reergue-la, uma ideia do Parque do Gonçalo Ribeiro Teles, e uma hipótese de roubar votos aos socialistas que não gostam de António Costa. No entanto, é possível que a arquitecta, agora independente e desalinhada do PS, aceito pós eleições, um aliança com o Costa de quem agora é concorrente. Não me admirava nada a "socialisse", porque António Costa também não dirá que não...

Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte I O Socialista

A propósito das eleições intercalares em Lisboa, não quero deixar de manifestar neste meu espaço público, a minha opinião sobre o estado de Lisboa e os respectivos candidatos.



Começando pelo principal - entendamos a palavra como "principal candidato apontado pelos média à câmara de Lisboa" - candidato à Câmara: António Costa.
O ex-candidato à câmara de Loures tem descido nas sondagens. Descida essa que eu vejo como mera especulação - relembro o caso recente do referendo à "interrupção voluntária da gravidez" - mas que faria algum sentido perante um vazio ideológico ou de propostas que a campanha de Costa apresenta.
Apontado como o "Salvador da Câmara", promete rigor - que pode significar muitas coisas - casamentos homossexuais nos paços do conselho - ainda não percebi qual o poder do presidente da camâra para fazer tal coisa - a promoção da bicicleta em vez do automóvel - como se Lisboa fosse uma cidade plana sem sete colinas, onde é possível todos subirem a calçada da estrela, a calçada do combro ou a rua do Alecrim ou das Trinas de bicicleta.
Mas deixam-me irrequieto estas propostas. Esses não são os problemas da cidade. Ou por outra, até podem ser, mas não são certamente os mais importantes.
Quando se fala que a câmara está desorganizada, falida insegura e desfeita a resposta é: "António Costa é a Solução para Governar", ele vai acabar com as dividas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança. Mas isto são coisas que até eu posso dizer. Quem sabe se não serei eu também o homem certo para "acabar com as dívidas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança". A pergunta não reside em o que faz falta, porque isso todas as pessoas sabem, basta perguntar na rua, que todos têm queixas a fazer. A pergunta é como se resolve as questões. Desconfio que ele também não sabe.
Sócrates elogia-o. Diz que era a solução para os problemas impossíveis que se colocavam ao governo. Mas se é assim tão bom porque continua o país na mesma? Porque se encontra Portugal tão desgovernado?
O despejar de propostas populistas é o gozar com os lisboetas, mas a culpa de tal coisa acontecer, não é só dele. É a fraca oposição que tem.
É considerado por muitos, incluindo o presidente do Benfica, como o melhor candidato à câmara e o seu salvador, mas sem ninguém saber porquê.

Tuesday, July 03, 2007

Thursday, May 24, 2007

8º, 9º, 10º.... Quem mais quer ser candidato?

António Costa, Carmona Rodrigues, Fernando Negrão, Garcia Pereira, Helena Roseta, José Pinto Coelho, José Sá Fernandes, Manuel Monteiro, Ruben de Carvalho, Telmo Correia.
Ninguém mais se oferece?
Daqui a pouco até eu sou candidato a camâra de Lisboa...