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Friday, September 26, 2008

Coisas que Quero Guardar: Futuro Presente

Celebramos a alegria que é a de podermos ler a Futuro Presente.
As férias são para mim momentos importantes de estudo. E a Futuro Presente é uma excelente companhia que une atributos necessários e que facilitam esta minha tarefa: qualidade e quantidade.
Por essa razão, aqui deixo algumas leituras que nos parecem recheadas de interesse e que quero que permaneçam no meu baú, para mais tarde recordar.



“Os Anos de Salazar” de Nuno Rogeiro
SALAZAR GRANDE E PEQUENO 1
SALAZAR EM GRANDE E PEQUENO 2:O QUE É SER GRANDE
SALAZAR EM GRANDE E PEQUENO 3:AS ÉPOCAS DE SALAZAR(I)
SALAZAR EM GRANDE E PEQUENO 4:AS ÉPOCAS DE SALAZAR(II)
SALAZAR EM GRANDE E PEQUENO 5:O HETERÓNIMO DE PESSOA

“Ser Conservador: A Versão Anglo-Saxónica” de Miguel Freitas da Costa
SER CONSERVADOR: A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 1
SER CONSERVADOR: A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 2
SER CONSERVADOR: A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 3
SER CONSERVADOR: A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 4
SER CONSERVADOR: A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 5
SER CONSERVADOR: A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 6
SER CONSERVADOR: A VERSÃO ANGLO-SAXÓNICA - 7

A Transição Jaime Nogueira Pinto
A TRANSIÇÃO(APONTAMENTOS QUASE PESSOAIS)I
A TRANSIÇÃO (II): OS CANDIDATOS
MAIS "MEMÓRIAS DA TRANSIÇÃO" - III: O CLIMA CULTURAL

Friday, April 25, 2008

Há comparação?

Ontem, num programa televisivo do qual vi 20 minutos no total - pois sempre que lá parava ouvia desgraça - e que segundo sei se initula "O Corredor do Poder", ouvi um sujeito (que desconheço, mas se bem me lembro, era o representante do PS) dizer que se devia festejasr "devidamente" o 25 de Abril em deterimento do dia 10 de Junho.
Pode ser só confusão minha, mas como me parece ter ouvido bem, acho justificável a minha perplexidade.
Fica o confronto:



Quem saíra vencedor?

Digamos que o Camões já parte em desvantagem devido ao novo acordo ortográfico...

Friday, April 11, 2008

Conversas no Turf em torno de Os Vencidos da Vida

Uma obra em falta, dedicada aos "Vencidos" que pertenceram ao histórico Turf, realizado por descendentes seus e sócios do referido clube.



Sinopse:

Em 2007 completaram-se 120 anos do aparecimento dos “Vencidos da Vida”, grupo de onze intelectuais e políticos que marcou significativamente a vida social e política da época (1887-1894).
O Turf Club organizou neste ano um ciclo de oito conferências, relativas a sete desses amigos que fizeram parte do Turf – o conde de Ficalho, António Cândido, o marquês de Soveral, Carlos Lobo d’Ávila, o conde de Arnoso, Carlos de Lima Mayer e o conde de Sabugosa – e de um outro sócio que foi considerado Vencido “honorário” – Hugo O’Neill. O ciclo de conferências foi iniciado com uma Introdução de Filomena Mónica.
Perante a crise política e moral que se vivia na época, entendiam os onze “Vencidos da Vida”, que se reuniam regularmente no velho Hotel Bragança que, sem pretenderem ter uma afirmação ideológica precisa, era necessário uma intervenção determinada que trouxesse uma regeneração da vida política nacional desenquadrada do apodrecido rotativismo partidário.

Thursday, February 21, 2008

SALAZAR, O ABANDONO


«Hão-de dizer muito mal de mim. É por isso que eu dou importância à publicação dos livros brancos: explicarão como se defenderam os direitos portugueses, e o cuidado e o pormenor com que isso se fez.»

Por entre o rol dos discursos de Salazar, existe uma página particularmente significativa no que se refere à sua capacidade de prever o futuro. Foi escrita em 1958, quando já trinta anos tinham corrido sobre o momento em que tomara conta da pasta das Finanças para não mais deixar o governo do País. Mas poderia tê-lo sido hoje, tão actual e lúcida se revela no julgamento dos homens e no abandono a que a história o havia de condenar post mortem.
Refiro-me ao seu discurso de 1 de Julho de 1958.
Como é sabido, Salazar nunca improvisou o pensamento ou a palavra.
Meditava, concebia, compunha em silêncio, e lia depois em público o que havia elaborado na intimidade do seu gabinete. De onde o rigor terminológico e doutrinário das suas intervenções, e também da peça que nos importa reter aqui.

Naquele texto, após aludir ao problema da longevidade dos governantes e considerar que a questão se colocava em Portugal relativamente a si próprio, o então Chefe do Govemo rematava com duas importantes passagens do Novo Testamento, ambas extraídas da paixão de Cristo: o abandono do Mestre e a traição de S. Pedro. “Muito desejara eu que todos os que são guindados às culminâncias das honrarias e do poder e o julgam sua pertença e direito, ou alguma vez gozaram dos favores da multidão, meditassem um pouco a paixão de Cristo como é descrita em qualquer dos Evangelhos. Há sobretudo dois pontos dignos de reparo.” O primeiro – escreve – é o que se refere à apoteose, ao verdadeiro triunfo popular de Cristo aquando da sua entrada em Jerusalém, no domingo de Ramos, e à sua desgraça escassos dias depois, entregue que foi a uma morte desonrosa na cruz. “Em quatro dias – anota Salazar -, que tantos são os que vão de domingo a quinta-feira, secaram as flores, murcharam as palmas e os louros, calaram-se os hossanas e os vivas e até as gentes miraculadas não consta que tornassem a aparecer.”

O segundo passo digno de registo diz respeito a S. Pedro, caput dos Apóstolos, clara “emanação da natureza”, homem “aberto, simples, leal, firme na amizade como uma rocha”, sobre quem o Mestre quis edificar a sua igreja. Suspeito na noite mesma da detenção do Senhor de fazer parte da sua gente, havia de negar três vezes que o conhecia, num gesto que ficou para sempre como “o protótipo da traição, a traição pura”.

E Salazar prossegue: “Ainda se pode admitir que a amizade houvesse diminuído, que a fé se entibiasse, que o futuro se deparasse incerto quanto à aceitação da nova doutrina. Mas o conhecimento pessoal do Mestre, esse era um facto incontroverso.” E por isso Cristo há-de ter sentido uma “tristeza infinita”, a tristeza que inunda “uma alma acusada sem provas e condenada inocente.”

Temos aqui, por conseguinte, num único fragmento de texto, duas faces da mesma moeda: o abandono e a traição.
Duas fortes, irredutíveis realidades. Qual o significado delas? Qual a oportunidade do seu emprego naquela conjuntura?
Pode afirmar-se, sem margem para erro, que o tema da deslealdade humana vinha ocupando o espírito de Salazar desde há muito. Revela-o, quanto à inconstância das multidões, uma entrevista concedida a António Ferro em plena época carismática, na qual, respondendo a uma pergunta do jornalista sobre porque é que não era mais acessível à multidões que o vitoriavam, Salazar afirmava não poder adular o povo sem ir contra a sua consciência e que o Estado Novo, sendo embora um regime popular, não era todavia um governo de massas.

Revela-o de igual modo uma frase dita a Christine Garnier acerca da volubilidade da opinião pública: “Os que desejam aplaudir-me hoje hesitariam em desviar-se de mim se outra paixão se apoderasse deles?”
Político hábil, bom conhecedor da natureza humana, educado à sombra dos moralistas de outrora – um António Vieira, um Heitor Pinto, um Manuel Bernardes –, Salazar sabia que, valendo as coisas na proporção do que custam e exigindo os grandes ideais grandes renúncias, a lealdade era na vida planta frágil. Lealdade a tudo quanto fosse relevante: um princípio, uma crença, uma instituição, uma pessoa. Lealdade, em última análise, à própria consciência subjectiva, que consiste em descer o indivíduo ao fundo de si mesmo para ouvir a sua voz interior e ordenar-se por ela.

Sabia, por isso, que são muito mais abundantes no mundo os homens de meios que os homens de princípios, os homens de interesses que os homens de ideais, os homens de ocasiões que os homens de convicções.

A grande maioria dos cidadãos serve, com efeito, o poder onde quer que ele esteja, e os poderosos onde quer que os encontre.
Até o próprio S. Pedro.
A atitude de Pedro ilustra uma constante da conduta humana, que é a fuga nos momentos de risco. Se o apóstolo veio a arrepender-se depois e a arrostar pela vida fora com as maiores provações, aquilo que o distingue do ser mediano não é a queda in se, a traição, a infidelidade, mas justamente o contrário – o arrependimento, a contrição.
Ora, a exemplo de todos os bons governantes, Salazar não ignorava esta lei da vida. Sendo os homens como são, sabia que tão logo abandonasse o governo, mediante renúncia, incapacidade ou morte política, alguns dos amigos da véspera, dos colaboradores, dos seguidores, dos aduladores, agindo com reserva mental, ficariam dispostos a colaborar com o novo Príncipe.

Simplesmente, observa-se aqui um fenómeno curioso: à medida que ele próprio se ia pombalizando (no dito de espírito de Afonso Lopes Vieira), à medida que o poder, pela passagem do tempo, se lhe ia convertendo numa segunda natureza, mais a questão da deslealdade humana parecia cativá-lo. É o que induzem os factos, independentemente do juízo que deles se faça.
Senão vejamos.
Em 1958 aborda e espiritualiza o tema no citado discurso de 1 de Julho.
Na década de 60 várias vezes o retoma. Assim, a Pedro Theotonio Pereira afirma que não vai deixar memórias mas que as escrevesse ele e contasse a verdade, relatando o que tinha visto e ouvido.
A Franco Nogueira comenta, num prognóstico claro: “Cheguei ao fim. Os que vierem depois, vão fazer diferente ou vão fazer o contrário e contra mim.”

Significativo é também o episódio da inauguração da ponte sobre o Tejo, ocorrido em 1966. Salazar efectua uma visita prévia à ponte com Arantes e Oliveira e vê o seu nome implantado em letras de bronze nos respectivos padrões. Pergunta ao ministro: “As letras estão fundidas no bronze ou simplesmente aparafusadas?”. Porquê? “É que se estão fundidas no bloco de bronze vão dar muito mais trabalho a arrancar.” E, na sequência, explica aos presentes: a ponte ficou com o nome Salazar por insistência do Presidente da República mas isso “é um erro”: “os nomes de políticos só devem ser dados a monumentos e obras públicas cem ou duzentos anos depois da sua morte. Salvo os casos de Chefes do Estado, sobretudo se estes forem reis, porque então se está a consagrar um símbolo da Nação.” Após o que vaticina, apontando com o indicador: “O meu nome ainda há-de ser retirado da ponte. Por causa do que agora se fez, os senhores vão ter problemas.”

Gonçalo Sampaio e Mello
Jurista
Excerto do Texto Públicado na Revista Magazine Grande Informação

(Mas que belo texto Senhor Professor!)

Tuesday, December 04, 2007

Faria hoje 115 anos...



...o General Francisco Franco, nascido a 4 de Dezembro de 1892, em El Ferrol, um gueto militar na época, instalado na margem direita, no território da Galiza
.

O 1º de Dezembro: Do Nacionalismo ao Romantismo



Passadas as grandes datas, depois da festa e palavras a propósito, surge agora o tempo da reflexão sobre os acontecimentos passados.
O dia 1 de Dezembro é um dia essencialmente nacionalista. Mas, penso eu na minha modéstia tímida, que esse é também um dia impregnado de um certo romantismo.
A Característica nacionalista claramente se afigura a qualquer um que se depare de frente com a questão: dia de orgulho nacional, de festa; recupera-se a independência nacional perdida em 1850, e que punha em causa a identidade construída sobre este território desde 1143, correndo o risco de se extinguir e perder para a mão da vizinha Espanha que se encontrava num território que não era seu.
Mas para além disto há mais. Há um certo romantismo proveniente e, até dependente deste nacionalismo. E reside este sentimento romântico, naquele conjunto de situações protagonizado por um grupo de homens que, reunido no Palácio da Independência, se unem em torno de uma causa em que acreditam; um conjunto de situações onde um grupo de homens estava pronto a "sacrificar a própria vida por um grande ideal", citando E. Nolte.
E esse risco é um risco de amor à pátria, e de dedicação a um país. E não sei se pela raridade que isso hoje apresenta, a mim causa-me sempre arrepios recordar estas datas, que pela sua glória, no parecem idílicas, podendo eu defini-las como sonhos, poderia atribuir-lhes aquela expressão que o professor Jaime Nogueira Pinto usava num prefácio(?) do livro Anos do Fim, "sonhos que trazem mais sonhos" típicos dos amantes de epopeias.
Perguntar-me-ão agora, se não é nisto que acabei de relatar, afinal, que consiste no nacionalismo?
E podendo eu responder afirmativamente de acordo com o raciocínio montado tendo eu 50% de probabilidades de resposta, podendo dizer que "sim, mais...", ou "não, pois...", lanço apenas a questão: não será o próprio nacionalismo romântico?

"Ditosa Pátria que tais filhos tens"

Luís Vaz de Camões

Wednesday, October 10, 2007

Safou-se bem!!!



"(As manifestações)São a festa da democracia. Uns protestam e outros aplaudem"

(aparte: só não sei quem aplaude...)

Digamos que apesar de não ser um método exemplar, nem correto (mesmo nada), e até vergonhoso, pois parece não ligar nada ao que os manifestantes estão a dizer, não deixo de pensar que José Sócrates se escapou bem da questão.

Tal como para a história do País (ou pelo menos "eles" tem tentado que isso permaneça na história,) vão ficar as expressões "Eles comem tudo e não deixam nada" da música de Zeca Afonso, ou "Fascismo nunca mais! 25 de Abril sempre!" célebre desde o PREC; a frase de José Sócrates, proferida ontem , após ouvir estas e outras tantas frases que saiam das bocas dos mais de centena e meia de manifestantes que se encontravam na porta da Escola Secundária Frei Heitor Pinto, na Covilhã, também conquistou o seu lugar.

Após ler esta noticia, fiquei boquiaberto.
Nem sabia se devia rir ou chorar.
Mas ri-me.

O país democrático é isto. A democracia é isto mesmo.
Têm hoje aquilo que desejaram e fizeram.
Queriam ordem? Não tivessem provocado a desordem através de uma revolução como a de Abril, que com o mote da liberdade para todos, leva a que cada um diga (e tem direito a dizer)o que quiser. E o primeiro-ministro não foge à regra.
É nisto que consiste a liberdade de expressão.

E José Sócrates não mentiu. Gozou apenas, e isso sim, pode e deve ser censurável, ainda por cima vindo de quem vem.
As manifestações fazem de facto parte da democracia. E também os aplausos.

No entanto parece-me que os aplausos, principalmente no caso do primeiro ministros, tem sido um tanto escassos(há?) não?

"Safou-se bem", como se diz na gíria, o nosso primeiro ministro, usando os meios que "lhe" deram...
E levaram todos uma "estalada de luva branca" "daquilo" que criaram.

Fique claro: não aprovo nem gostei do gesto, mas não deixo de achar que é muito bem feito para todos os ditos "anti-fascistas" e "democráticos".

Monday, July 16, 2007

Reflexão

Não se assustem!
Não se trata de um reflexão à Paulo Portas depois das eleições, mas sim numa reflexão consequente da leitura do texto do Professor Jaime Nogueira Pinto que citei num post anterior.

De facto até é compreensível as ideias esquerdistas que brotam do seio do partido social-democrata português, se entendermos este como representação da teoria criada e defendida por Eduard Bernstein na II Internacional, e que se fundamentava nas ideias Marxistas.
Bernstein rejeitava a via revolucionária proposta por Marx para alcançar o poder e substituiu-a pela integração no jogo partidário e democrático. Uma vez no poder, dos governantes sociais-democratas sairiam reformas definidas como "socializantes".
No entanto, tanto um caso como o outro, torna impeditivo a identificação do PSD como representante de uma Direita politica, que como vimos nestas eleições não representa ideologicamente, nem tem bases nela.

Monday, July 02, 2007

Para bem da História



Para bem da história fica aqui o gráfico da evolução/redução do analfabetismo em Portugal desde 1878. A fonte é a Internet.
A primeira república que se inicia em 1910, encontra um pais com cerca 75,5% de analfabetos (1911), sendo que a sua maioria vivia no campo . Até ao seu fim, a primeira república reduz cerca de 7% este problema.
O Estado Novo inicia-se em 1933, sendo que se depara com uma percentagem de analfabetos de 66%. A politicas aplicadas à educação resultam, e em 1970 a percentagem é apenas de 20,5%, o que representa uma taxa de redução de 1,14% ao ano.
21 anos depois, ou seja, em 1991, a taxa é reduzida de 20.5% para 11%. Reduz cerca de 9%, o que significa uma redução anual de 0.4%.
10 anos passados, realiza-se o ultimo inquérito ao país, o censo de 2001. O resultado indica que a taxa de analfabetos em Portugal é de 8,8%.
Numa das pesquisas, encontrei uma frase de Salazar que dizia que «o analfabetismo em Portugal vem de longe e isso não impediu que a nossa literatura fosse em determinadas épocas extremamente rica». A frase de Salazar vem acompanhada por um comentário do autor do artigo: "A afirmação (de Salazar) identifica o campónio que idealizou a PIDE, dispensa comentários". Ou isto é mera ignorância ou é sinal de um ódio desmedido. Como se em 1888 não houvesse um Eça de Queirós a escrever Os Maias, um Antero de Quental, ou em 1800 um Almeida Garrett e em 1870 um Alexandre Herculano, em 1900 um Fernando Pessoa ou um Mário de Sá Carneiro, ou em 1930 um Joaquim Paço d'Arcos!
Talvez riqueza da literatura não se classifique por certos princípios, que estes que agora citei, tão bem traduzem. Mas nesse caso sou eu, que fruto de uma educação pós Abril de 74, sai deseducado.

Saturday, June 30, 2007

Efemérides de 28 de Junho: Do assassinato que mudou a história ao aborto

1914: Morre o Arquiduque Francisco Fernando em Sarajevo, assassinado juntamente com a sua mulher.


UM ASSASSINATO QUE MUDOU A HISTÓRIA

Não é uma questão de mera publicidade - em parte também o é, porque o que é bom deve-se sempre publicitar - mas desta vez passo a palavra a quem sabe mais e por isso recomendo sobre este tema o texto do Prof. HNO

1998: Referendado o Aborto em Portugal



À pergunta «Concorda com a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?», 50.07% dos votos expressos assinalaram o não. Apenas 31,89% do eleitorado foi às urnas. É verdade que o resultado não foi vinculativo, no entanto também não o foi o de 2007, em que a corrida às urnas foi de apenas 43,61%, mas neste ultimo houve quem levanta-se a voz e afirmasse que "a vontade do povo tinha que ser cumprida". Não me recordo de as ter ouvido em 1998...

Friday, June 29, 2007

Efemérides de 26 de Junho: Da Identidade Nacional a um Principio Fundamental

1982: Morre Alfredo Rodrigues Duarte, mais conhecido por Alfredo Marceneiro.



Fadista português, antes de ganhar a sua eterna alcunha era conhecido por Alfredo Lulu por sempre se vestir bem.
Nasceu na freguesia de Santa Isabel numa família muito humilde a 29 de Fevereiro 1891, mas a mãe registou-o no dia do nascimento do pai, 25 de Fevereiro, devido à complexidade da data.
Quando o pai morreu, deixou a escola primária para se dedicar à profissão de encadernador para ajudar no sustento da família.
Sempre mostrou grande interesse e talento para as artes, principalmente a música, e desde cedo se juntou com os amigos para cantar o fado em locais públicos e populares, fazendo notar a sua voz e a capacidade de improvisar letras.
Um dia, conheceu Júlio Janota, fadista improvisador, de profissão marceneiro que o convenceu a seguir esse ofício que lhe daria mais salário e mais tempo disponível para se dedicar à sua paixão. Assim seria possível ser bem sucedido nas duas actividades.
Alfredo ganhou o nome Marceneiro em 1920, quando um grupo de pessoas decidiu organizar uma homenagem a dois fadistas. Como só o conheciam como Alfredo Lulu, decidiram colocar o nome da sua profissão no cartaz. Depois disso Alfredo Marceneiro nunca mais largou o nome artístico.
Apesar de marialva e de todas as suas aventuras, a mulher da sua vida e aquela que pôs fim à sua vida de boémio foi Judite de Sousa Figueiredo, senhora que conheceu numa festa em que foi cantar, na Fonte Santa, e aquela que amou até ao fim da sua vida e com a qual teve três filhos: Carlos, Alfredo e Aida.
Em 1924, participa no Teatro São Luiz, em Lisboa, na sua primeira Festa do Fado e ganha a medalha de prata num concurso de fados.
A 3 de Janeiro de 1948, foi consagrado o Rei do Fado no Café Luso.
Reformou-se em 1963, após uma carreira recheada de sucessos, numa grande festa de despedida no Teatro São Luiz.
Dos muitos temas que Alfredo Marceneiro cantou destaca-se a Casa da Mariquinhas, de autoria do jornalista e poeta Silva Tavares.
Faleceu no dia 26 de Junho de 1982 com 91 anos, na mesma freguesia que o viu nascer.
No dia 10 de Junho de 1984, foi condecorado, a título póstumo, com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República Portuguesa, General Ramalho Eanes.
Marceneiro marcou uma época e o fado tornando-se através da sua voz inconfundível, uma das principais referências desta arte tipicamente portuguesa, como escrevia Alvaro do Amaral Netto:

Quando cantas, “Marceneiro”,
Com tua voz sem igual,
Vibra em ti a alma lusa,
Fala por ti, Portugal!...


1975: Morre São Josemaría Escrivá de Balaguer, fundador do Opus Dei.



Padre espanhol, destacou-se como fundador do Opus Dei, prelatura pessoal da Igreja Católica.
Dizia que o Opus Dei "é velho como o Evangelho e, como o Evangelho novo. Trata-se de recordar aos cristãos as palavras maravilhosas que se lêem no Génesis: que Deus criou o homem para trabalhar. Pusemos os olhos no exemplo de Cristo, que passou quase toda a sua vida terrena trabalhando como artesão numa terra pequena. O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão-de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação" e assim o Opus Dei procura "ajudar as pessoas que vivem no mundo - o homem vulgar, o homem da rua - a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar o seu modo normal de vida, o seu trabalho habitual, nem os seus ideais e preocupações".
São Josemaría Escrivá planeava e m jovem ser arquitecto. No entanto, um encontro com um carmelita, que caminhava descalço sobre a neve num dia de inverno, provocou em si um sentimento muito forte, tomando, pouco depois, a decisão de ir para o seminário.Recebeu a ordenação sacerdotal em Saragoça, a 28 de Março de 1925. Iniciou a sua actividade pastoral em paróquias rurais, continuando-a posteriormente pelos bairros pobres e pelos hospitais de Madrid, onde realiza numerosas obras de misericórdia , e entre os estudantes universitários.
Toda a actividade desenrolada na sua vida está relacionada com o Opus Dei. Durante alguns dias de retiro espiritual em Madrid, São Josemaría Escrivá percebe que no seu tempo há uma mentalidade que reduz os santos a "habitantes de conventos". Mas a santidade é possível de alcançar através do empenho no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres ordinários. O Opus Dei seria então o caminho para o homem alcançar a santidade, segundo o qual, todos os cristãos tinham a obrigação de lutar por serem santos e que o chamamento à santidade é para todos sem distinção: leigos e religiosos.
Com o inicio da Guerra civil Espanhola, São Josémaría, que vivia e exercia o seu apostolado em Madrid, esteve várias vezes prestes a ser capturado por militantes republicanos a anti-clericais, e por essa mesma razão, acabou por se refugiar na Legação de Honduras e em diversos outros lugares. Mesmo durante a guerra dedicou-se clandestinamente ao trabalho pastoral.Com o fim da guerra civil retorna a Madrid e inicia a expansão de seu trabalho apostólico em outras cidades da Espanha. O início da Segunda Guerra Mundial impede o começo do trabalho em outros países.
Durante o período imediato do pós-guerra na Espanha, crescem as incompreensões por parte daqueles que não entendem o "chamamento universal à santidade" pregado pelo Fundador do Opus Dei. Por essa razão, o Opus Dei e o fundador foram várias vezes vítimas de calúnias e duras criticas por parte de pessoas que não compreendiam o espírito da organização, muitos achando-a demasiado progressiva para o seu tempo. Efectivamente, enquanto apresentava os moldes essenciais do Opus Dei na Cúria Romana, um Cardeal disse-lhe que "tinha chegado com um século de antecedência". É curioso ver a evolução da história: se antes era vista como progressista, hoje é vista como extremamente conservadora.
Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, Escrivá mudou-se para Roma, sede da Igreja Católica, deixando claro que o Opus Dei era universal, destinado a todos os homens de todas as nacionalidades de todos os tempos. Preocupava-o o facto do Opus Dei não ter um enquadramento jurídico e por isso considerava que, ao instalar a sede junto da Cúria, estaria mais perto desse objectivo. No entanto, tal coisa só nos anos 80, através do Papa João Paulo II e já depois da sua morte.
Em 1948 erige em Roma o Colégio Romano de Santa Cruz, destinado à formação de homens do Opus Dei provenientes de todas as partes do mundo. O Papa Pio XII concede, em 1950, aprovação definitiva ao Opus Dei permitindo, então, o ingresso de pessoas casadas na instituição. Em 1953 erige o Colégio Romano de Santa Maria, centro internacional para a formação espiritual, teológica e apostólica de mulheres do Opus Dei.
Durante os mais de 25 anos em que viveu em Villa Tevere - nome do complexo de edifícios que constituem a Sede Central do Opus Dei - São Josemaría Escrivá trabalhou intensamente quer no governo do Opus Dei quer no apostolado junto dos seus membros. Principalmente a partir de 1970 realizou várias viagens pela Europa e América do Sul, tendo ficado célebres pelas conferências que produzia, que tinham lugar em grandes auditórios com várias pessoas, membros e não-membros do Opus Dei, onde, contava histórias, respondia a perguntas e exortava a um contacto pessoal mais íntimo com Deus.
Morre a 26 de Junho de 1975, e o seu corpo encontra-se sepultado na Igreja de Santa Maria da Paz, na sede central da Prelatura, em Roma.
Após o seu falecimento, 69 cardeais, cerca de 1300 bispos de todo o mundo e 41 superiores de congregações religiosas, dentre outras personalidades, pediram ao Papa o início da causa de sua beatificação e canonização. Em 12 de maio de 1981 foi aberto o processo de beatificação de Josemaria Escrivá. A 9 de Abril de 1990 o Papa João Paulo II declarou a heroicidade de suas virtudes cristãs, e a 6 de Julho de 1991 decretou o carácter milagroso de uma cura atribuída à sua intercessão. Foi beatificado em 17 de maio de 1992.
Em 6 de Outubro de 2002 foi canonizado pelo Papa João Paulo II, através de novo decreto pontífice, que reconhecia o carácter milagroso de uma segunda cura atribuída à intercessão do Beato. Assim, todos os anos desde então, no dia 26 de Junho, a Igreja celebra o dia de S.Josemaria Escriva.
Sobre ele João Paulo II disse: São Josemaria foi um mestre na prática da oração, o que considerava uma extraordinária "arma" para redimir o mundo. Recomendava sempre: ""Primeiro, oração; depois expiação; em terceiro lugar, muito "em terceiro lugar", acção"" (Caminho, n. 82). Não é um paradoxo, se não uma verdade perene: a fecundidade do apostolado reside, antes de tudo, na oração e em uma vida sacramental intensa e constante. Este é no fundo, o segredo da santidade e do verdadeiro êxito dos santos. (Da homilia na missa de canonização).

Sobre Moçambique

Num ano em que já tanto se falou sobre a descolonização, não deixo de recomendar um livro em que apenas dei uma breve espreitadela.
O seu autor é Camilo Sarmento Caveiro e segundo percebi viveu em Moçambique durante alguns anos.
O livro chama-se Moçambique Meu amor, e pode ser encontrado para leitura aqui mesmo na Internet



O Livro data de 1998, nos 500 anos da descoberta de Moçambique e debruça-se sobre o tema da Independência de Moçambique, sendo o livro considerado pelo próprio autor como «Um Testemunho contra a mentira da "exemplar descolonização"».

Thursday, June 28, 2007

Efemérides de 25 de Junho: De Gaudí, passando pelos Beatles a Moçambique

É possível não se considerar um dia Português no mês de Junho. Antes pelo contrário é um dia vulgar, com pontos altos e baixos, sendo os mais baixos penosos para Portugal e os mais altos de orgulho para o nosso vizinho peninsular. No entanto, apesar de ser um dia que não deixa de marcar a história de Espanha (de forma indirecta), o valor do nascimento deste dia é essencialmente artístico, e como esse valor se estende a todos os cantos do mundo e aos olhos de todos os que aqui vivem, eu penso que também nós beneficiámos deste dia (também de forma indirecta obviamente).

1852: Nasce a 25 de Junho Antoni Placid Gaudí i Cornet, que ficou conhecido na história por Antoni Gaudí ou simplesmente Gaudí.



Foi um arquitecto catalão, que se fez notar pelas inovações artísticas que promove no seu tempo, como os seus arcos parabólicos, a sua introdução de novos materiais, formas e cores.
Os seus trabalhos revelam claras influências da arquitectura gótica e da arquitectura catalã tradicional. Fortemente influenciado pelo arquitecto francês Eugene Viollet-le-Duc, Gaudí foi responsável por promover o retorno às formas góticas.
Ridicularizado pelos seus contemporâneos, Gaudí encontrou no empresário Eusebi Güell o parceiro e cliente ideal, tendo-se tornado este o seu mecenas. É com ele e através dele que contactará com a chamada "Arte Nova".
Procurou toda a vida um estilo próprio de que são exemplos as casas Batlló e Milá, que apesar de actualmente serem referências de monumentos e obras de arte de Espanha, não deixaram de ser duramente criticadas e consideradas enormes aberrações de Barcelona.



Gaudí foi um fervoroso nacionalista. Chegou mesmo a ser preso por falar em catalão numa situação considerada ilegal pelas autoridades.
A sua vida dá grandes voltas e denota-se uma enorme dicotomia entre a sua juventude e a idade adulta. Gaudí trabalhou essencialmente em Barcelona, a sua terra natal, onde havia estudado arquitectura. Originário de uma família não muito abastada, Gaudí tinha como objectivo de vida durante a sua juventude alcançar a riqueza; no entanto no final da vida esse desejo havia sido desaparecido, esquecido ou mesmo ignorado por completo. Em jovem aderiu ao Movimento Nacionalista da Catalunha e assumiu algumas posições críticas face à igreja; no final da sua vida dedicou-se exclusivamente à religião católica. Um sinal disso é o a construção da Catedral da Sagrada Família (1884-1926), a sua obra mais conhecida e admirada, em que concentrou todos os seus esforços nos seus últimos 12 anos de vida, e que nunca foi concluída.



Antoni Gaudí morre (curiosamente) no dia 10 de Junho (Dia de Portugal) de 1926.
Desde 1992 encontra-se em funcionamento um movimento a favor da beatificação de Gaudí.


1967: 1ª Transmissão Mundial Televisiva ao vivo, via Satélite, através do canal BBC para 26 países do mundo. E o que foi que transmitiram? Ora... os Beatles está claro.




1975: Independência de Moçambique



Território Português desde 1478, Moçambique torna-se independente a 25 de Junho de 1975. Depois da guerra colonial que durou cerca de 10 anos, Moçambique conquista a sua independência na sequência da revolução de abril e, a seguir à qual, o governo de Portugal assina com a Frelimo o acordo de Lusaka.
O conteúdo do Acordo de Lusaka, em duas páginas nem merece ser transcrito. Como dizia Camilo Sarmento Caveiro, foi «apenas o reconhecimento oficial da Frelimo como representante do "povo" de Moçambique, o reconhecimento à independência, à criação de órgãos políticos de transição, os procedimentos administrativos, e pouco mais».
E o acordo teminava com a frase "O Estado Português e a Frente de Libertação de Moçambique felicitam-se pela conclusão do presente Acordo".
«Felicitam-se, na sua torpeza, pela aleivosa conclusão deste abominável acordo... Deveriam felicitar-se também pelos "brilhantes" resultados.
Era demais!
E nem uma palavra de garantia sobre a segurança dos residentes portugueses e seus bens, a salvaguarda da sua cultura e seus valores, e a de outros residentes imigrados das diversas partes do mundo. Que no conjunto seriam para cima de um milhão. Nem dos autóctones que eram cerca de sete milhões. E tudo feito em nome do povo. Partindo de um principio, de uma base, que era uma rotunda falsidade: a de que a Frelimo era realmente a representante do povo ou povos, e tantos são, de Moçambique. E por outro lado partindo de outra falsidade, a de que os signatários do acordo representavam o estado português, enfim, Portugal.
Seria despiciendo perguntar a Mário Soares, a Almeida Santos, a Melo Antunes e aos demais títeres, quem lhes conferiu poderes, competência, legitimidade, autoridade ou o que fosse para em nossos nomes subscrever aquele acordo?»

Wednesday, June 27, 2007

Efemérides: 24 de Junho

Em 1930:Nasce D. Nuno Álvares Pereira



General português do século XIV; desempenhou um papel fundamental na crise de 1383-1385, onde Portugal jogou a sua independência contra Castela. É também conhecido por Santo Condestável ou Beato Nuno de Santa Maria.
Após a morte da sua mulher, tornou-se carmelita.
Morreu a 1 de Novembro 1431, mas o seu túmulo foi destruído no terramoto de 1755.
Foi beatificado a 23 de Janeiro de 1918 pelo Papa Bento XV. O seu processo de canonização está aberto desde 1940.

Em 1128: Batalha de São Mamede, em que D. Afonso Henriques se bate contra D.Teresa de Leão e o Conde Galego de Fernão Peres de Trava, que se procurava apoderar do Condado Portucalense.



Junho é claramente um Mês Português!

Efemérides: 23 de Junho

1972: Nasce Zinédine Yazid Zidane



Isto é um dom!

1828- Reunião dos três estados do reino que aclamam o infante D. Miguel como rei absoluto



«Hoje é o aniversário de um dia que será sempre memorável na história, pela transcendência de seus resultados. Em 23 de Junho de 1789 houve em França aquela sessão real dos Estados Gerais, onde se desenvolveram os princípios da revolução que o virtuoso Luís XVI com ela pretendeu atalhar. Mas que diferença entre os tumultos que começaram naquele dia e o sossego que Vossa Alteza Real vê reinar neste Congresso! Da reunião dos três estados de França em 23 de Junho de 1789 resultou a destruição da monarquia francesa e esta espantosa série de males, de que ainda se ressente a geração actual e se ressentirão talvez por muito tempo as gerações futuras; da reunião dos três estados de Portugal em 23 de Junho de 1828 resultarão providências que hão-de fazer a felicidade da nação e devem ter uma alta influência na tranquilidade da Europa. Mas em França dominava o espírito revolucionário, aqui domina o amor da ordem e brilha a felicidade portuguesa, eis a diferença.»

Discurso de José Acúrcio das Neves na Junta dos Três Estados

Tuesday, June 26, 2007

Efemérides: 22 de Junho

Em 1987: Morreu Fred Astaire



Nascido com o nome de Frederick Austerlitz, ficou conhecido como Fred Astaire por todo o mundo, tornando-se famoso pelas suas actuações em inúmeros filmes em que o principal papel consistia em dançar - coisa que fazia de forma extraordinária.
Antes de Fred Astaire se estrear no cinema, os dançarinos apareciam nos filmes apenas "em partes": os pés, as cabeças etc. e eram compostos na sala de edição. Astaire, por sua vez, exigia ser filmado de corpo inteiro e ao vivo. Para isso eram necessários longos ensaios, chegando mesmo a demorar três meses para gravar com dez horas diárias de trabalho, com repetições feitas passo a passo e movimentos de câmara acompanhando a coreografia, dando assim uma nova vida e emoção à dança.
E depois claro... aquela maneira de vestir maravilhosa ainda hoje me causa inveja.



Outra efeméride é o facto de dia 22 ser o dia festivo de São Tomás Moro, mais conhecido nas história e no mundo por Sir Thomas More.



Foi um escritor e estadista, tendo ocupado vários cargos públicos, tendo ocupado, de 1529 a 1532, o cargo de chanceler do reino, um alto cargo administrativo no reinado de Henrique VIII.
A sua obra mais conhecida é a Utopia.
Foi canonizado a 9 de Maio de 1935 pelo Papa Pio XI, sendo mais tarde, no ano de 2000, declarado pelo Papa João Paulo II, o padroeiro dos Estadistas e políticos.
A sua beatificação e canonização devem-se ao facto de ter desobedecido a Henrique VIII, quando este pretendia casar com Ana de Bolena e separar-se de Catarina de Aragão, contrariando assim as próprias ordens do Papa e da Igreja.
Quando em 1534 o Parlamento promulgou o Decreto da Sucessão, que incluía um juramento reconhecendo a legitimidade de qualquer criança nascida do casamento de Henrique VIII com Ana Bolena, todos os funcionários públicos e suspeitos de não apoiarem Henrique VIII, foram chamados a fazê-lo.
Mas Thomas More recusou, e por isso acabou preso e condenado à morte, numa das mais injustas sentenças de sempre, afirmando ele próprio que "morria como bom servidor do rei, mas de Deus primeiro."
Não se curvando perante o poder do rei que ele sabia que errava naquele momento, pagou com a vida a defesa daquilo que para ele era mais sagrado e mais importante, muito mais do que o poder terreno e temporal do rei.
Não abandonou ideais ou crenças por troca de benefícios de qualquer género que fosse, nem pela própria vida.

Efemérides: 21 de Junho

1527: Morre Niculau Maquiavel



Foi historiador, poeta e diplomata do Renascimento. É reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna, pela simples manobra de escrever sobre o Estado e o governo como realmente são e não como deveriam ser.
A sua principal obra é O Príncipe.

1908: Morre Nikolai Rimsky-Korsakov



Foi compositor, militar e professor russo; membro do Grupo dos Cinco, ao lado de Mily Balakirev, Aleksandr Borodin, César Cui e Modest Mussorgsky.

Friday, June 22, 2007

E querem estes dar aulas!



Acho fabuloso um professor colocar ao mesmo nivél a história de Porugal e a Floribela, mas como diz o apresentador: "é o que temos".

Thursday, June 14, 2007

Santana que partiu à 49 anos...



Não será difícil de perceber, para quem tem tempo para ver televisão, que nos últimos tempos, têm passado de novo os filmes portugueses em que participou Vasco Santana.
A razão é simples: Vasco Santana, o actor português morreu, faz hoje, dia 13 de Junho, precisamente 49 anos.

Vasco Santana foi um dos mais notáveis e mais adorados actores cómicos portugueses. Possuidor de uma singular popularidade. É principalmente conhecido pela sua participação no cinema português, tornando-se célebre através de filmes como "A Canção de Lisboa" (1933), ao lado de Beatriz Costa e António Silva, com quem voltaria a trabalhar em "O Pátio das Cantigas", de 1942, e onde protagoniza alguns dos melhores momentos, não só seus, como do cinema português, como o monólogo com o candeeiro ou nos diálogos com António Silva, repletos de trocadilhos que ficariam para a posteridade, tão célebres como o "Ó Evaristo, tens cá disto?" ou como o próprio fado do estudante. No filme "O Pai Tirano"(1941), contracenando com "Ribeirinho", conseguiu de novo uma brilhante interpretação, dominando toda a acção e criando situações de um humor extremo.
Além do cinema, Vasco Santana dedicou-se também à rádio, para o qual criou personagens de grande sucesso, como o "Zequinha" da série "O Zequinha e a Lelé" (1947/1948), e ao teatro, onde actuou até ao final da sua vida.



A 13 de Junho Santo António se demove...



Hoje, em Lisboa, festejou-se o dia daquele a quem o Papa Gregório IX chamou "Arca do Testamento", e que ao longo dos anos, foi reconhecido como "Martelo dos hereges, defensor da fé, Doutor da Igreja, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica, etc.".

Quando o Papa Gregório IX, no dia 30 de Maio de 1232, em Espoleto, procedeu à canonização de Santo António, os sinos tocaram à mesma hora em Lisboa, sendo isso considerado como um sinal sobrenatural. O povo tomou para si este Santo, que se tornou, no século XVI, o Santo Nacional dos Portugueses.
Por essa mesma razão, centenas de pessoas saíram hoje à rua em Lisboa, para prestar homenagem àquele que foi proclamado padroeiro de Portugal, a par de Nossa Senhora da Conceição (em 1934 pelo Papa Pio XI).