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Tuesday, June 05, 2007

O Amor Português por Ramalho Ortigão



"Uma vez apaixonado, o português é um enfermo, é quase um irresponsável. Perde a faculdade de estar alegre e de estar atento. Torna-se estúpido e sombrio. Devora-o um ciúme permanente, e para o alimentar promove ele mesmo toda a espécie de crises: mexerica, intriga, mente, calunia; e, para que verdadeiramente ele se convença de que exprimiu ao objecto amado o sentimento que este lhe inspirou, precisa de lhe ter batido."
José Duarte Ramalho Ortigão

(A quem o diz...)

Thursday, May 24, 2007

Our Heart Will Beat As One



"Eu pensava que o amor trazia a paz completa, mas não traz.
O amor só traz fragilidade; não traz mais nada.
O amor traz um mundo de coisas boas, mas há sempre um preço a pagar. Qual? Essa sensação de que somos muito vulneráveis. Há uma balança entre a vulnerabilidade e o que de bom existe no amor. E é aí que está, realmente, todo o mistério.

Não sou uma pessoa pessimista. Se eu fosse pessimista nem sequer faria música. A ideia do pessimismo está muito ligada à inércia, à ideia de que tudo é negativo e não vale a pena o esforço para mudar.
Não estou inerte.

Não tenho uma visão muito romântica da vida. O meu mundo é muito mais real do que romântico.
O romântico é o idealista, aquele que sonha com coisas que geralmente não acontecem.
Aos 32 anos tenho uma noção muito clara das coisas. Não romantizo. Dentro da sua imperfeição, as coisas reais são muito mais fáceis de compreender através do optimismo.”

David Fonseca

Monday, March 12, 2007

Thursday, November 30, 2006

A Longa Espera.....

Persistência - s.f., qualidade do que é persistente; acto de persistir; constância; perseverança.

Persistir - do Lat. persistire v. int., continuar a existir; ser constante; perseverar; permanecer; durar longo tempo; insistir; perdurar; teimar.

Há sempre alguém desencontrado.
Há sempre alguém atrasado
Num encontro,
Mesmo quando se trata
De um grande Amor.

Há sempre alguém que falta à hora combinada.
Que deixa outra desesperada
Numa espera,
(Sobretudo) por um grande amor.

E eu não sei se é o destino
Que nos separa aos dois,
Se tenho medo, se não tenho tempo
Ou se guardo tudo para depois;
Apenas sei que na minha vida
Ainda não nos encontramos os dois.

E tenho pena sabes?
Ainda me recordo quando sorria
Enquanto olhava aquela tua fotografia
E o meu coração dizia para mim:
Maria! Maria!

Ainda me lembrava daquela ansiedade
Daquela vaidade,
Daquelas noites em que não dormia,
E recordava, Maria,
Aquele dia em que nos conhecemos!

Foram tantos sonhos – Tolices!
Tantos desejos – Parvoíces!
Obsessão romântica que fazia
Ouvir na telefonia
Em cada música um nome: Maria.

Mas talvez tenha que ser assim!
Talvez sejas mais feliz sem mim!
E agora satisfeito com a decisão,
Posso anunciar a resolução do coração:
Fim!

P.S.:
Cá te espero.
Talvez um dia procures por mim.
Eu estarei aqui a esperar por ti.
Revela-te!


Tuesday, October 24, 2006

Epopeia

Cá no meu País,
O amor é vivido intensamente,
Não como em Paris
Onde o amor é coisa feliz,
Mas sim de forma doente.

Aqui o amor é entrega,
É romance, é paixão.
É Garrett, é Camões,
É um amor de corações,
Aqui o Amor é de perdição.

Aqui o amor é sufoco,
É tristeza é devastação.
É a razão de cada dia,
É a mais alta euforia,
Aqui o amor é desilusão.

Aqui o amor é excitação,
É fogo, é sofrimento.
Faz parte do nosso ser,
Aqui o amor é querer,
Aqui o amor não é mero sentimento.

Aqui o amor é tragédia,
É luta, é inferno.
É Pedro e Inês,
É tal como Deus o fez,
Aqui o amor é eterno.

E eu nunca visitei o teu lugar,
Nem sei como é sitio tal,
Mas desconfio,
Que mesmo ao pé do rio,
Aí não se ama como em Portugal.