Showing posts with label Santana Lopes. Show all posts
Showing posts with label Santana Lopes. Show all posts

Friday, May 30, 2008

PSD



Passos Coelho entristece-me.
De candidato sem passado, de candidato sem pedra no sapato, sem pedra que lhe pudessem arramessar, desatou, numa sede de protagonismo, a criar e a lançar propostas e ideias para o nosso querido país, que como sempre, tem de tocar nos valores morais em que a sociedade se baseia. Propostas essas que não têm qualquer sentido e cuja defesa se encontra a cargo de certos argumentos que de nada valem, nem pela demagogia.
Para além disso diz-se candidato. Coisa estranha essa. Candidato é aquele que aspira a algo. Neste caso, presumo que seja a liderança do PSD. Mas eu até já admito que ele se tenha enganado, talvez tenha concorrido a outra coisa e está ali por engano. É que não se admite como um candidato que quer ser oposição pergunte a um adversário seu se acha que o que está a dizer é certo ou errado. Como não se admite também que, numa corrida a três, onde eu acredito que ele irá no final ocupar o terceiro lugar, em discurso nas vésperas das eleições um homem admite ganhar, sabendo ele que só há dois caminhos possiveis: primeiro o de um dos adversários (e vocês sabem bem a quem se referia ele), depois o dele. Ainda bem que ele sabe que a dele não pode ser a primeira opção para o PSD, e muito menos para o País.

Para mim, Manuela Ferreira Leite é igual a Sócrates. Tirar um para por o outro é virar o disco para tocar o mesmo.

Santana Lopes surge como o "Catman": tem como se vê, 7 vidas. Pelo menos na política.
Há boa maneira de Churchill, é sempre bom lembrar-mo-nos:

"A Política é quase tão excitante quanto a guerra, e quase tão perigosa. A diferença é que na guerra só se pode ser morto uma vez, enquanto na política se pode morrer muitas vezes"

Valem-lhe os dotes oratórios.

Monday, October 01, 2007

O PSD aos Altos e Baixos

O momento alto do PSD nesta ultima semana...



..... e o momento Baixo.



Não estou só a parodiar com o tamanho de Marques Mendes.
Estou também a fazer uma referência à vergonha das eleições que sucederam no passado fim de semana dentro do "maior partido da direita" como o próprio se assume.
Um partido desacreditado como o PSD conseguiu ainda se submeter mais ao descrédito.
É verdade que como líder, Marques Mendes não existe. Não tem carisma. Não é oposição. No fundo, não é(foi) nada a não ser o líder do PSD. E isso por si só não chega para nada, como também só serviu para apagar mais o próprio partido.
Menezes é esperar para ver. Mas confesso que não acredito no seu sucesso. Deus queira que eu esteja enganado. Mas penso que será necessário muito trabalho para alcançar o crédito que lhe é exigido. É necessário muito esforço para se tornar opção.
Entretanto o PSD teima em continuar um vazio ideológico, muito por parte da multidão de ideias que pretende abarcar. E isso prejudica-o. Temo (sei?) que esta mudança não alterará em nada este seu seu modelo. Prefere ser o partido com mais apoiantes "de direita(?)", do que um partido que defenda ideias de verdadeira direita. E isso, quando se pretende alcançar o poder, não só não é um projecto decente e capaz, como é também responsavél pelo falhanço total das governações.
Deste 1974 que a direita raramente vê o poder. E por isso não se pode dar ao luxo de cometer erros. É um momento frágil. E só se emenda isso com sucesso. Coisa que até hoje tem sido rara.
Infelizmente parece-me que ou uma catástrofe acontece a José Sócrates ou então vencerá de novo em 2009, por falta de opositores credíveis.
Pena é que Santana Lopes só se destaque nestes momentos. Quando esteve no governo, o país encontrava-se numa desorganização total, muito parecida com a actual. Mas também é verdade que ele não tinha o tão necessário apoio popular nem legitimidade democrática.
Este PSD não serve o país.
Nem este CDS.
Já nem sei o que serve ou pode servir Portugal. Mas parece-me que, independentemente de esquerda ou direita -hoje tão confundidas uam com a outra- o que Portugal precisa é de verdadeiros nacionalistas (na mais pura e verdadeira acepção da palavra) que se entreguem e se esforcem no sentido de tornar Portugal melhor.
Pois desta forma acreditem que acabamos. E não é do modo que Saramago propaga. É mesmo devido a um suicídio nacional.