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Friday, June 05, 2009

Europeias III: Defender a liberdade, apoiar a responsabilidade



Na Europa não está em jogo, apenas a definição de algumas regras de mercado para ultrapassar a crise económica, mas a própria possibilidade de uma experiência humana feita de liberdade e de criatividade pessoal e colectiva. Uma larga percentagem das leis portuguesas representam a aplicação de directivas da União Europeia, que têm vindo a caracterizar-se pelo crescente risco de uma excessiva regulamentaçãoda vida dos cidadãos limitando a expressividade das pessoas e dos corpos sociais.

A Europa só se poderá afirmar, reconhecendo a pessoa na sua unidade irrepetível e na sua liberdade, capaz de gerar criatividade e caridade, confiança e trabalho.

Seguindo o princípio da subsidiariedade, a União Europeia deve apoiar a criação das condições necessárias para que as pessoas possam expressar o seu desejo de verdade, de justiça e de beleza, valorizando as próprias tradições históricas, religiosas e culturais. Quanto mais os cidadãos contribuírem a tornar a realidade social, uma morada humana, mais a Europa se tornará um espaço de liberdade criativa, capaz de estabelecer um diálogo fecundo de paz e de desenvolvimento com todos os outros povos.
A tendência de uma progressiva limitação da liberdade toca também uma das realidades, que com a sua presença é factor de esperança para tantos: a Igreja. Por isso, defender na Europa a Libertas Ecclesiae é defender a liberdade e o futuro de todos.

- A educação é a prioridade fundamental e pede portanto um maior empenho no sentido de dar de forma efectiva, liberdade e responsabilidade às famílias, contribuindo para o crescimento dos jovens, na certeza de que deles depende o futuro da sociedade.

- A tutela da vida desde o seu início ao fim natural e a defesa da família são princípios não negociáveis.

- Poucas mas eficazes leis, para regular um mercado que não seja presa de especulação financeira, uma colaboração internacional que não caia na armadilha do proteccionismo, um sistema bancário que tenha como objectivo o apoio às famílias e às empresas: as instituições políticas europeias são chamadas a favorecer estes objectivos para uma recuperação da economia segundo o princípio da subsidiariedade.


Diante dos desafios dramáticos da vida, milhares de pessoas testemunham cada dia, através do próprio empenho, sofrimento e trabalho, uma esperança que consente enfrentar grandes dificuldades sem mortificar o desejo de felicidade. O relativismo (em que tudo é igual) e o niilismo (em que nada vale) pelo contrário, desvalorizam a responsabilidade perante o destino do homem, acinzentando a nossa sociedade.

Por isso apoiamos quem na Europa coloque a política ao serviço da pessoa livre, responsável e solidária, particularmente em quem possa testemunhar uma diversidade em acto dentro do parlamento europeu, tendo como ponto de força, não a defesa teórica de valores, mas a atenção às pessoas no concreto da sua humanidade e das suas obras.

Companhia das Obras

Sunday, April 12, 2009

Um problema de Liberdade Individual

Diz Manuel Alegre que esta medida é de carácter totalitário, contra a liberdade individual.

Então e a Educação Sexual?

Friday, January 23, 2009

Thursday, January 15, 2009

Leituras Obrigatórias

No Por Causa Dele, destaco três recentes e interessanes artigos:

Pelo Estado Garantia

O Patriarca de Lisboa e os Muçulmanos

Há coisas que realmente não se compreendem (concursos públicos admissão pessoal)...!

A Polémica do Discurso

Parece que "para o concurso de promoção para o preenchimento de 26 vagas de técnico administrativo principal em que um dos métodos de selecção é uma prova escrita, se encontra entre a documentação recomendada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para quem tem que estudar para a prova escrita de conhecimentos está a lei orgânica do MTSS, a lei orgânica do IEFP, os estatutos, os novos regimes de vinculação, de carreiras e de remunerações, o regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas e respectiva regulamentação, a lei do Sistema Integrado de Gestão e Avaliação de Desempenho na Administração Pública, o plano oficial de contabilidade pública, o Código de Procedimento Administrativa, o Código dos Contratos Públicos e, entre outra matéria....
..."a iniciativa Novas Oportunidades - www.novasoportunidades.gov.pt - a ambição, a estratégia, porquê a iniciativa".
Sucede que quem entra no site recomendado pelo IEFP e abre a secção "ambição", também sugerida, depara-se com um texto político de Sócrates sobre as virtudes do programa."




Eis o Discurso da Polémica!

Ao que parece o caso não é inédito!

Sunday, October 26, 2008

Sobre o Problema da Saúde

A propósito do Caso de Albernoa

O direito à vida antecede o estado. Portanto este é um direito cujo Direito reconhece, mas cujo valor não depende deste último. Apenas o coloca no seu interior como se fosse seu, através do Personalismo Ético e da Natureza das Coisas. Assim se justifica a tutela dos direitos de personalidade, e os direitos fundamentais presentes na Constituição da República Portuguesa (CRP), nomeadamente os artigos 24º e seguintes. Mas não basta enunciar direitos. É necessário garantir a sua promoção, efectivá-los, concretizá-los. É nesse sentido que surge o artigo 64º da CRP, que nos fala de protecção da saúde, ou seja da vida. E o artigo é bastante concreto.

Artigo 64.º
(Saúde)

1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.

2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.

3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:
a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;
d) Disciplinar e fiscalizar as formas empresariais e privadas da medicina, articulando-as com o serviço nacional de saúde, por forma a assegurar, nas instituições de saúde públicas e privadas, adequados padrões de eficiência e de qualidade;
(...)

4. O serviço nacional de saúde tem gestão descentralizada e participada.


O artigo fala com justeza em Saúde. Não sei se o titulo do artigo não será até compromissório, pois falou-se muito nos últimos anos em "direito à saúde", mas tal como defende o Prof. Soares Martinez, é preferível falar de um "direito à protecção da saúde". E esse mesmo direito é tutelado pelo n.º 1 do referido artigo, do qual decorre um dever de defender e proteger a saúde.

O n.º 2 comporta duas alíneas que se complementam - sendo que no texto original da Constituição de 1976, apareciam num texto único - e nos remetem para os meios de realização deste direito: a alínea a) fala-nos de um serviço nacional de saúde que responde a todos sem excepção, desde que cidadãos(universal e geral); a alínea b) remete-nos para a promoção da educação sanitária e da cultura física e desportiva(criação de condições sociais, culturais e ambientais), e fala ainda da criação de condições económicas, que nos parece levantar algumas dúvidas hoje, visto que o motivo económico é um dos mais utilizado pelo Governo para fechar estabelecimentos de apoio hospitalar, sendo por isso esse, um entrave à protecção da saúde.

Já o n.º3 enumera as prioridades do Estado, no que toca a assegurar o direito de protecção da saúde, e ai renova-se renova-se que o serviço de saúde tem de ser acessível a todos(alínea a)), garantir o eficiente e racional - linguagem claramente económica - funcionamento do serviço nacional de saúde (alínea b), garantir que todos, dentro das suas possibilidades, através dos impostos, o suportam economicamente (alínea c)) e articular o serviço de saúde público com o privado (alínea d)).
Ora é isto em traços largos que nos revela o (excerto do) artigo 64º da CRP.

Mas atentemos agora mais pormenorizadamente nestas 4 alíneas citadas do nº3 do artigo 64º, e contraponhamos à realidade conhecida.

Na alínea a) fala-se em garantir o acesso a todos aos serviços de saúde independente da condição económica. É um artigo nobre pela justiça que traz, mas se não se efectivar não é nada. E se observarmos os vários casos, como o da vila de Albernoas, reparamos que essa garantia não existe. Mas não é caso único. A situação repete-se por todo o país e os motivos variam: é por falta de médicos, por os hospitais terem fechado, por o hospital mais proximo ser a uns tantos kilometros de distância e não há transportes, por não haver ambulâncias, etc.

Na alínea b) vemos dois conceitos económicos como o de eficiência e racionalidade. Ora não é preciso ser-se economista para sbaermos que estes dois objectivos não estão a ser alcançados.
Não só porque a eficiência deixa a muito a desejar pelos motivos acima indicados - ou seja, não garantem a protecção da saúde a todas as pessoas, - como as opções do governos não são racionais. E vemos isso pela decisão de encerrar hospitais no interior do país, hospitais esses que muitas vezes seriam o único centro de apoio para os grupos populacionais que ai habitam, em vez de o fazer em grandes centros populacionais onde existem variados hospitais públicos outros tantos privados.

E isto remete-nos logo para a aline d), cujo objectivo que se apresenta como prioridade do governo se vê frustrado, visto que as discrepâncias entre o sistema público e privado existem e não são pequenas, e que vão desde as discrepâncias a nível económico que são uma barreira a muitas pessoas, ao mesmo tempo que as ineficiências e custos causadas pela coexistência, no SNS, de três sistemas de gestão diferentes, que os médicos da carreira hospitalar sejam autorizados a assistir, nos hospitais, os seus doentes privados; médicos ineficientes ou gastos do SNS, como em 2006, os mais de 681 milhões de euros cem pagamento a privados pela realização de meios complementares de diagnósticos e terapêutica, quando existem em muitos hospitais públicos inúmeros laboratórios que estão em grande parte subutilizados.

Ora isto coloca-nos a reflectir sobre o papel do Estado. Não se pede que tenham despesas a mais, mas pede-se que pense mais no servir e não no lucro. A protecção da saúde é um direito. Mas, como a vida é o maior bem e o mais valioso que cada um tem, é um dos maiores fins do Estado defende-la e garantir a sua protecção. Se tal não sucede - o que sabemos que é um facto: quer pelas causas acima enunciadas, quer por leis como a do aborto - esta o Estado a por em causa todos os valores em que assenta a nossa cultura, e consequentemente todo o nosso Direito, por ele se fundamentar na vida humana: no homem.

Tuesday, July 01, 2008

Tudo ao contrário!



Em Portugal, anuncia o Ministro Manuel Pinho, a descida do IVA vai permitir aos contribuintes (na sua totalidade) pouparem no supermercado, até ao final do ano, 20 milhões de euros. Ou seja numa população de 10 milhões, cada um poupa 2 euros!

Além disso a poupança é tanta, que esses 2 euros servirão para investir num qualquer bilhete dos transportes públicos que o contribuinte utilizar - o que é engraçado é que o aumento do preço do petróleo serviu de desculpa para aumentar também o metro e os autocarros a Gás Natural!!

Ou seja, para contribuintes, poupança não há nenhuma!
Nem vão dar por tal baixa pois a diminuição do IVA é compensada pelo aumento dos transportes.

Ao mesmo tempo que estas coisas se dão, recebem-se as notícias que Portugal perdoa dívida a Moçambique e a São Tomé e Príncipe de 249 milhões de euros, e que concede crédito de 100 milhões a Moçambique.

Tudo ao contrário!

Thursday, May 22, 2008

A Intervenção à Portuguesa

Depois de ter ouvido as notícias, e de ter tomado conhecimento daquilo que há muito é patente e que para mim, sem me querer vangloriar, não passa de uma confirmação de algo que já tinha notado:Portugal é o país da UE com mais desigualdades na distribuição de rendimentos, achei por bem postar este vídeo de música Pimba -ainda pensei chamar-lhe popular, mas é impossível. Isto é claramente Pimba, e do forte!- que me parece bem a propósito. O seu autor é Nel Monteiro, e a atente-se que a música termina com uma profunda reflexão do próprio sobre o mundo actual.
Sem dúvida a ouvir. Mas com cuidado, porque a linguagem não é "propriamente própria" aos mais sensíveis e mais pequenotes.



PS: Cheguei a pensar escrever o nome da música no blog. Talvez aumentasse as visitas. Mas depois acordei e percebi que só iria denegrir ainda mais esta "casa", e além disso ninguém iria pesquisar a palavra "cagalhões".

Monday, March 31, 2008

O Estadista


(acho esta fotografia é giríssima)

O estadista é o bem mais escasso em política. Não se aprende a ser estadista, apenas se melhora como estadista. Nasce-se com essa qualidade, não se ganha essa qualidade. Ou se é, ou não se é.

O que identifica o estadista não é apenas a sua visão, mas a força mental em que assenta a sua lucidez.

É essa força que o disciplina no essencial, é essa força que o faz perseguir a grandeza antes do poder.

O núcleo essencial da sua energia é a ansiedade, aquele elo íntimo que une, de modo estranho, uma visão arriscada e uma vontade inevitável da cumprir essa visão.

A ansiedade é, superficialmente, impaciente, mas, no fundo, uma persistência enorme transforma-a num exercício sísmico de paciência.

O verdadeiro estadista não é o visionário de serviço, mas aquele com a sensatez estratégica que lhe permite obter o limite do possível e prosseguir linearmente.

O estadista, diz-se, pensa na próxima geração e não na próxima eleição. É fácil perceber porquê: só o horizonte vasto exercita a liberdade de espírito e permite valer a pena a explosão de energia que é essencial a um desígnio superior.

O estadista maça-se com o quotidiano, desconfia do sonho, abomina a ambição servil, tende a desvalorizar o que é menor, é cauteloso com o sentimento.

O sentido de Estado é uma bússola intuitiva na acção, é uma autodisciplina nas preocupações e um ideário inconsciente sobre os problemas.

O sentido de Estado é a ética e a estética de um estadista. A ética, porque não lhe ocorre o risco de pensar menor ou querer de menos. A estética, porque a obra-prima é a sua atracção, a sua definição.

O estadista conflitua com o seu tempo, ri-se e chora do seu tempo, projecta outro tempo.

O pudor da consistência é a sua arma principal, amassada em trabalho e na tal ansiedade que engrandece todas as fasquias e torna íngreme cada desafio.

O estadista tem mais do que coragem, tem desprendimento. Tem mais do que determinação, tem uma certeza tranquila. Tem mais do que ambição, a circunstância parece-lhe devida.

O estadista é o desejo mais profundo da intuição política de um povo. É incómodo no início, mas estável por fim. É o problema que traz a solução e não, como o povo se foi habituando, a solução que traz o problema.

A crise partidária radica na dificuldade em fazer emergir estadistas. Os intervalos entre estadistas são demasiado longos, é esse o problema da democracia moderna.

António Pinto Leite
No Expresso de 22 de Março de 2008

Monday, February 18, 2008

UM EQUÍVOCO ou .....SÓCRATES NO SEU MELHOR...E UMA REMODELAÇÃO ULTRA-RÁPIDA...


José Sócrates tem, como deve saber, um assessor cultural. Trata-se de um típico intelectual luso, minimalista, de negro sempre vestido, triste e crítico de todas as artes, em tempos assessor de ... Manuel Maria Carrilho.
Chama-se Alexandre Melo, pertence como não podia deixar de ser ao lobby gay e é grande amigo de outro célebre crítico de arte, também de negro sempre vestido, cujo nome é ANTÓNIO PINTO RIBEIRO, antigo funcionário da Gulbenkian e agora da Culturgest.
Sócrates telefonou ao seu assessor a quem pediu que lhe indicasse o nome de alguém para substituir a Isabel Pires de Lima no Ministério da Cultura e o seu assessor, sem hesitar, indicou António Pinto Ribeiro. Logo a seguir, telefonou o A.Melo ao amigo Pinto Ribeiro a quem preveniu que em breve lhe telefonaria Sócrates a convidá-lo para Ministro da Cultura.
Exultaram os dois, e o indigitado futuro ministro ficou de olho e ouvido no telefone à espera de um telefonema que não havia maneira de chegar.
Entretanto, Sócrates, no seu gabinete, solicita que o ponham em contacto com o Dr. Pinto Ribeiro.

A telefonista procede com prontidão visto ter à mão uma lista de todos os funcionários superiores de todos os ministérios, um dos quais é o Dr. JOSÉ ANTÓNIO PINTO RIBEIRO, advogado de formação e profissão mas exercendo as funções de Presidente da Colecção Berardo no CCB, lugar para onde fora nomeado por ter sido o advogado intermediário entre o Joe Berardo e o Primeiro-Ministro por alturas da escandalosa história da transferência da chamada Colecção Berardo para o Centro Cultural de Belém!
Sócrates cumprimenta-o calorosamente e convida-o para Ministro da Cultura, julgando estar a falar com o outro Pinto Ribeiro, o "agente cultural", que lhe havia sido calorosamente recomendado pelo seu diligente assessor cultural.
Muito à portuguesa o interlocutor a quem por equívoco Sócrates estava a convidar para Ministro da Cultura respondeu imediatamente que aceitava SEM FAZER QUALQUER PERGUNTA a Sua Excelência.
Sócrates desliga o telefone e informa o assessor do facto de ter o Pinto Ribeiro aceite o convite. O assessor dá-lhe parte do seu regozijo e telefona logo a seguir ao amigo para o felicitar e só nesta altura se apercebem ambos de como de enganos é feita a vida política em Portugal.

Thursday, January 24, 2008

E que me dizem a isto?

O que têm a dizer disto?


Ainda seremos nós os vândalos fascistas que defendem a opressão dos pacíficos comunistas que sempre lutaram pela liberdade?
Mas que bela liberdade....
E que civismo!

Que diz a URAP disto?
Para quem defendia que, com a construção do museu, haveria quem fosse peregrinar até Santa Comba Dão para prestar homenagem a Salazar, deve talvez cuidar que se pode trata do contrário...

Sobre o Tema:
No Reverentia, Salazar era Judeu, pelo Prof.HNO

N' O Pasquim, E Hoje, Não Somos Todos Salazaristas?, pelo Corcunda, com base na notícia publicada no SOL

Tuesday, January 22, 2008

Deixou a Direita de ser Eurocéptica?

Chamo atenção para o Jornal Semanário desta semana.
É um tema interessante e sensível para uma discussão blogosferica. Apesar de parecer de óbvia conclusão.



Por que é que a direita portuguesa deixou de ser eurocéptica?


Para variar gostei da resposta do Professor Jaime Nogueira Pinto, sempre bastante realista.
Lúcido, para variar, encontra-se o Professor José Adelino Maltez, no encontro das causas, que são a base para que se considere existente este fenómeno.

Saturday, January 12, 2008

Jornal Agora-Notícias de ultíma hora

Porque no te calas? ou Porque não se cala?




A tradução não foi a melhor, mas Mário Soares não deixou de se imitar o Rei de Espanha, mas com outros propósitos.
Em Espanha mandam-se calar os venezuelanos selvagens e mal educados que tencionam criticar outros espanhois, que apesar de mais terem mais mérito e qualidades que o próprio venezuelano, ele teima em criticar. No fundo manda-se calar um homem que apesar de visitante, critica um espanhol.
Aqui, sendo que também se verifica a existência de selvagens e mal educados, mandam-se calar os que criticam o primeiro ministro e o acusam de fazer propaganda.
"É a festa da democracia" como diria José Sócrates.

A não perder!

A OTA Bateu com a perdigota>



E Alcochete será mesmo o novo aeroporto.
Melhor, só mesmo para o comércio, é a promoção de uma nova marca, que por sua vez deverá ajudar à promoção de uma das mais recentes e emergentes pop star's da cena nacional: Mário Lino, através da criação, por parte de um publicitário de Braga, da nova marca
"AlcocheteJamé"


Mais aqui.



Com estas notícias, todo o mundo sofrerá enormes alterações, na maioria devido a avanços técnicos já realizados por varios sistemas de informação como o Google Earth, cuja pesquisa por deserto resultava neste pequeno mapa:



Altera-se assim o toda a actual disposição territorial que até hoje parecia ser um dos objhectivos do Governo Sócrates Manter.



Para concluir as informações de ultima hora, parece que o nome em alta hoje é mesmo Mário!

Imagens: Claro e Kant_O_XimPi

Wednesday, January 09, 2008

Um conselho!(o segundo do ano)

Aproximando-se mais um debate na Assembleia da República, acho por bem lembrar, e aproveitando que é um ano novo, peço atenção para as palavras de Burke aos eleitores de Bristol em 1777:



"O Parlamento não é um congresso de embaixadores de interesses diferentes e hostis, interesses que cada um tem que sustentar como representante e advogado contra outros representantes e advogados. O Parlamento é, sim, uma assembleia deliberativa de uma única nação, com um só interesse, o do todo, e que deve guiar-se não pelos interesses locais, mas pelo bem geral, resultado da razão geral do todo."

Saturday, November 10, 2007

Mais uma...



Eu acho que o conceito de greve até pode ser muito bonito dependendo do ângulo por onde ela se observa. Olhando-a como suspensão voluntária e colectiva do trabalho por um conjunto de pessoas por motivos de ordem laboral, ela é concretamente uma manifestação. Porque o simples facto de suspenderem temporariamente a actividade laboral nunca é suficiente. É preciso fazer barulho. E este barulho até parece bonito, se for visto de um certo ângulo: os trabalhadores saem à rua pelos seus direitos, e em marcha pelas ruas da cidade, recolhem apoiantes, amigos e associados à causa que manifestam, demonstrando a justiça e a não solidão na luta contra a injustiça de que são vitimas. Ui, que romântico....
Ora sinceramente, para mim a manifestação e/ou greve não é nada mais do que demonstração de poder. Demonstração de poder por partes dos Sindicatos, que movem os trabalhadores para causas que por vezes eles até desconhecem, ou mesmo que justas não têm razão de ser.
E não têm razão de ser, primeiramente porque para o governo é indiferente. Escusado será lembrar as palavras de Sócrates sobre a manifestação na Covilhã.
Em segundo lugar, porque os que têm que trabalhar e querem trabalhar, uns porque não são funcionário públicos ou mesmo outros sendo-o, têm o direito a que a sua vida não seja afectada. E quantos não têm sofrido de vários problemas nestes dias devido aos cortes de trânsito na cidade, etc.
Em terceiro, e agora a pensar particularmente nos estudantes, que deveriam ser uma das prioridades do nosso país, quem se responsabilizará por eles se, no caso de a grave atingir um elevado grau de participação, não tiverem aulas, ou os universitários, se a faculdade não abrir em dia de frequência?
E já não falo de hospitais e outros serviços básicos.
É que a greve não é só o bonito movimento a favor dos direitos dos trabalhadores. A greve é muito mais do que isso. Ela afecta toda a vida social, e eu gostava de saber que direito tem ela nisso?
O que vem no artigo 57º da Constituição?
Então e as outras pessoas que não participam nem têm nada a ver com a greve?
A constituição também tem artigos que os legitimiza.Por exemplo a saúde, a que tão curta referência fiz à pouco, é tutelado pelo artigo 64º da constituição.
A culpa bem sei que não é dos trabalhadores. A culpa é de quem lhes pôs esta arma nas mãos. No fundo assim é mais fácil. Deixa-se o povo ao molho e à briga em luta de interesses, uns de trabalho, outros de direitos, acompanhados pelo Estado de Providência para o dia em que não se trabalha, enquanto o governo vai fazendo o seu plano reformador, em que pouco importa o português, e o alto grau de satisfação será, criar um país que ainda não se percebeu bem que características terá. É porque o economicamente viável não faz sentido quando se pensa construir aeroportos caríssimos em má localização. O Estado social também não quando se fecham clínicas e maternidades. Ou a glória Europeia, quando se está no fundo, e se serve apenas de embuste para a criação de um tratado europeu que nos vem subjugar ainda mais à Europa, mesmo sem termos condições para tal.
No fundo, como diria Sócrates, "é a festa da democracia".

Wednesday, October 10, 2007

Safou-se bem!!!



"(As manifestações)São a festa da democracia. Uns protestam e outros aplaudem"

(aparte: só não sei quem aplaude...)

Digamos que apesar de não ser um método exemplar, nem correto (mesmo nada), e até vergonhoso, pois parece não ligar nada ao que os manifestantes estão a dizer, não deixo de pensar que José Sócrates se escapou bem da questão.

Tal como para a história do País (ou pelo menos "eles" tem tentado que isso permaneça na história,) vão ficar as expressões "Eles comem tudo e não deixam nada" da música de Zeca Afonso, ou "Fascismo nunca mais! 25 de Abril sempre!" célebre desde o PREC; a frase de José Sócrates, proferida ontem , após ouvir estas e outras tantas frases que saiam das bocas dos mais de centena e meia de manifestantes que se encontravam na porta da Escola Secundária Frei Heitor Pinto, na Covilhã, também conquistou o seu lugar.

Após ler esta noticia, fiquei boquiaberto.
Nem sabia se devia rir ou chorar.
Mas ri-me.

O país democrático é isto. A democracia é isto mesmo.
Têm hoje aquilo que desejaram e fizeram.
Queriam ordem? Não tivessem provocado a desordem através de uma revolução como a de Abril, que com o mote da liberdade para todos, leva a que cada um diga (e tem direito a dizer)o que quiser. E o primeiro-ministro não foge à regra.
É nisto que consiste a liberdade de expressão.

E José Sócrates não mentiu. Gozou apenas, e isso sim, pode e deve ser censurável, ainda por cima vindo de quem vem.
As manifestações fazem de facto parte da democracia. E também os aplausos.

No entanto parece-me que os aplausos, principalmente no caso do primeiro ministros, tem sido um tanto escassos(há?) não?

"Safou-se bem", como se diz na gíria, o nosso primeiro ministro, usando os meios que "lhe" deram...
E levaram todos uma "estalada de luva branca" "daquilo" que criaram.

Fique claro: não aprovo nem gostei do gesto, mas não deixo de achar que é muito bem feito para todos os ditos "anti-fascistas" e "democráticos".