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Tuesday, May 19, 2009

O que tu não és é Católico!



É um católico mesmo praticante? Vai à missa?
Sim, mas sou um progressista, não me revejo na moral de costumes da Igreja Católica, na não ordenação das mulheres, no não casamento dos padres.

Defende o casamento dos padres?
Em primeiro lugar defendo a ordenação das mulheres. Não compreendo que hoje, 2009, a Igreja tenha esta restrição. Olhe, o São Paulo, que tem aura de ser um autor sexista, em grande parte das igrejas que fundou as chefes eram mulheres. O que revela bem que o estatuto da mulher não era assim tão subalterno quanto pode parecer da leitura de alguns textos.

Na Igreja é.
Na igreja institucional, sim. Mas com Jesus Cristo não. Tudo o que se conhece até aponta para um certo escândalo por ele ter mulheres apóstolas. E São Paulo também, curiosamente.

Concordou com a despenalização do aborto?
Eu estou de acordo com a posição da Igreja quanto ao aborto e à eutanásia. No resto não. Nos anticonceptivos sou um radical activista contra as posições da Igreja. Na moral sexual em geral sou contra: casamento, divórcio, a questão dos homossexuais.

Defende o casamento gay?
Não é uma coisa que eu defenda hoje. Defendo uma instituição à parte.

A solução inglesa?
Um instituto análogo ao casamento. Para a sociedade portuguesa seria a melhor solução agora. Não porque eu não reconheça o direito? Eu percebo muito bem as reivindicações dos activistas e das activistas dos movimentos gay, mas acho que sociologicamente também temos que respeitar as convicções da maioria da população portuguesa, que é muito conservadora nesta matéria. Temos de encontrar um equilíbrio. A terceira via é um bom equilíbrio. Aliás, nas associações activistas há uma certa contradição. Elas dizem: agora falamos em casamento e mais tarde na adopção, é preciso um primeiro passo. Mas eu acho que é preciso um primeiro passo antes do casamento. Se aceitássemos a teoria gradualista, criavam-se menos fracturas.

Primeiro a união civil, depois o casamento, a seguir a adopção? Também defende a adopção?
É uma questão muito problemática.

Mas um homossexual é menos bom pai que...
Não, não é menos. Não é menos. Não é menos.

Então?
Mas eu percebo que há aqui questões sociológicas, de respeito pelas convicções dominantes na sociedade. E também têm de ser tidas em conta, não há aqui só direitos de uns. Prefiro uma engenharia social gradual. Mas acho que é aqui, na relação com os homossexuais, que a Igreja deveria abrir mais. Em toda a moral sexual é preciso uma grande renovação na Igreja. E há coisas que não compreendo de maneira nenhuma: a ordenação das mulheres, o casamento dos padres, a questão dos anticonceptivos, não percebo como é que se consegue continuar com este discurso.


Eis porque não voto PSD.

Sunday, April 12, 2009

Porque é que afinal vamos vencer...?

Porque os nossos adversários têm um estilo de vida suicidário enquanto nós continuamos a ter filhos e por isso mais tarde ou mais cedo isto é tudo nosso...;-)
Pensem só em termos eleitoriais: 7% dos agregados familiares existentes em Portugal (as chamadas famílias numerosas)temos 25% do total das crianças portuguesas. Quem vai vencer as eleições?
Tudo isto a propósito de um email que recebi (desconheço o autor) e que aqui abaixo reproduzo ;-)

Raciocínio muito simples

1. Deixem que todos os homens que queiram casar com homens, o façam…

2. Deixem que todas as mulheres que queiram casar com mulheres, o façam…

3. Deixem que todos os que queiram abortar, abortem sem limitações…

4. Em duas gerações, deixarão de existir socialistas…


Retirado do Por Causa Dele

Sunday, March 22, 2009

Girar o disco e tocar o mesmo!

A cada debate que assisto, a conclusão que retiro da oposição remete-se sempre ao que escreveu o Prof. Jaime Nogueira Pinto: arrogantes, ignorantes, intolerantes...
o de hoje não fugiu à regra.

Sunday, November 02, 2008

Eis a Questão!

"Há com certeza aspectos jurídicos que podem ser regulados entre a relação de duas pessoas do mesmo sexo, desde que não se lhe chame casamento. Chame-se-lhe qualquer outra coisa, arranje-se um nome. Agora, com o baptismo de casamento...comigo não, com certeza."

Manuela Ferreira Leite, "Diário de Notícias", 02-11-2008

Eis a grande questão que se coloca no que toca a casamentos homossexuais do ponto de vista jurídico.
A questão só pode ser debatida quando se partir do verdadeiro significado do casamento. Até lá é festival, laracha, palpite e calinada. (Ah... e leis da AR a procurarem alterar o casamento através do divórcio!)

Aqui estou contigo Manuela FL!

Saturday, July 14, 2007

Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte I O Socialista

A propósito das eleições intercalares em Lisboa, não quero deixar de manifestar neste meu espaço público, a minha opinião sobre o estado de Lisboa e os respectivos candidatos.



Começando pelo principal - entendamos a palavra como "principal candidato apontado pelos média à câmara de Lisboa" - candidato à Câmara: António Costa.
O ex-candidato à câmara de Loures tem descido nas sondagens. Descida essa que eu vejo como mera especulação - relembro o caso recente do referendo à "interrupção voluntária da gravidez" - mas que faria algum sentido perante um vazio ideológico ou de propostas que a campanha de Costa apresenta.
Apontado como o "Salvador da Câmara", promete rigor - que pode significar muitas coisas - casamentos homossexuais nos paços do conselho - ainda não percebi qual o poder do presidente da camâra para fazer tal coisa - a promoção da bicicleta em vez do automóvel - como se Lisboa fosse uma cidade plana sem sete colinas, onde é possível todos subirem a calçada da estrela, a calçada do combro ou a rua do Alecrim ou das Trinas de bicicleta.
Mas deixam-me irrequieto estas propostas. Esses não são os problemas da cidade. Ou por outra, até podem ser, mas não são certamente os mais importantes.
Quando se fala que a câmara está desorganizada, falida insegura e desfeita a resposta é: "António Costa é a Solução para Governar", ele vai acabar com as dividas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança. Mas isto são coisas que até eu posso dizer. Quem sabe se não serei eu também o homem certo para "acabar com as dívidas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança". A pergunta não reside em o que faz falta, porque isso todas as pessoas sabem, basta perguntar na rua, que todos têm queixas a fazer. A pergunta é como se resolve as questões. Desconfio que ele também não sabe.
Sócrates elogia-o. Diz que era a solução para os problemas impossíveis que se colocavam ao governo. Mas se é assim tão bom porque continua o país na mesma? Porque se encontra Portugal tão desgovernado?
O despejar de propostas populistas é o gozar com os lisboetas, mas a culpa de tal coisa acontecer, não é só dele. É a fraca oposição que tem.
É considerado por muitos, incluindo o presidente do Benfica, como o melhor candidato à câmara e o seu salvador, mas sem ninguém saber porquê.

Thursday, May 24, 2007

A Homossexualidade é uma Doença – Entrevista d'O Independente ao P. Nuno Serras Pereira

Teresa e Helena, duas mulheres, iniciaram na semana pas­sada uma batalha judicial
para conseguir casar. O casamen­to entre pessoas do mesmo sexo deve ser permitido?

Não é possível haver casamento entre pessoas do mes­mo sexo. O matrimónio exige capacidade reprodutiva.

Porquê?
Pode não haver capacidade reprodutiva por motivos de infertilidade. Mas quando o marido e a mulher se jun­tam através dos seus órgãos reprodutivos formam um só organismo. Por isso se fala de comunhão e de unidade.

O casamento não deve, acima de tudo, ser uma questão de amor?
Resta saber o que é o amor. Quando duas pessoas do mesmo sexo têm contactos genitais estão a instrumen­talizar os seus corpos como se fossem sub-humanos. Na unidade dos actos de tipo reprodutivo forma-se um só organismo.

É impossível que haja amor entre dois homens ou entre duas mulheres?
Pode haver entre um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha, entre amigos e entre amigas.

E amor em termos sexuais?
Penso que não é possível. A homos­sexualidade é uma doença. A Associação Norte-Americana de Psiquiatria, em 1973, pela mão de Robert Spitzer, fez retirar a homos­sexualidade da lista de enfermida­des. Todavia, alguns anos depois, repensou a sua posição e verificou que uma terapia adequada era capaz de corrigir a incli­nação sexual dos homossexuais.

Julgo que nenhum médico - a menos que seja extremamen­te conservador ou influenciado pela mentalidade católica - considera a homossexualidade uma doença. É do conheci­mento público que essa visão está ultrapassada...
Não está. Nos Estados Unidos há muitos médicos - que nada têm a ver com a Igreja Católica e que são de diversas facções políticas - a afirmá-lo. Defendem que é uma doença de origem psicológica, um sintoma de uma neurose relacionada com um complexo de infe­rioridade. Resolvida a neurose, a atracção por pessoas do mesmo sexo desaparece. A prática de relações homos­sexuais reforça essa enfermidade, enquanto a abstinên­cia tende a favorecer a cura.

Quando pensamos numa doença imaginamos algo prejudicial. A homossexualidade é nefasta em quê?
Em termos psicológicos, há uma fixação narcisista. Não se procura o outro enquanto outro; cada um procura-se a si mesmo no outro. Os homossexuais não são capazes de atingir a verdadeira união e comunhão. Por outro lado, a nível físico sabemos - através de estu­dos realizados nos Estados Unidos - que a esperança média de vida dos homossexuais activos é de 45 anos, sem contar com aqueles que morrem de sida. E apenas dois por cento chegam aos 70. A taxa de incidência de doenças sexualmente transmissíveis é também muito mais alta e os níveis de criminalida­de entre a população homossexual, em termos per­centuais, são superiores. Finalmente, os dados mos­tram igualmente que a pedofilia é mais frequente entre os homossexuais.

Tem noção de que um sexólogo apelidaria essas declarações de ridículas?
Depende do sexólogo. Se fosse sério poderia compro­var o que eu digo.

Todos os sexólogos que não partilham da sua opinião não são sérios?
Podem estar mal informados ou partilhar de uma ide­ologia que os faz olhar apenas para uma parcela da rea­lidade e excluir determinados factores.

Não admite que possa ser a sua ideologia que o leva a dis­torcer a realidade?
Estou a falar de factos.

Rejeita, portanto, que seja possível haver amor homossexual...
Nem sequer há homossexuais. Há pessoas que padecem de inclinações homossexuais. Algo que lhes provoca grande sofrimento.

Os homossexuais não dizem que sofrem por ser homossexuais...
Não é isso que a minha experiência me ensina.

Devem lutar contra a sua inclinação sexual e viver toda uma vida em negação?
O problema está em agir de acordo com essa inclinação sexual. É preciso levá-los a descobrir a verdadeira iden­tidade. Há muitos testemunhos de homossexuais recu­perados.

Se a homossexualidade é uma doença, qual é a causa?
Os especialistas explicam que é uma psicose.

Os especialistas não dizem que a homossexualidade é uma doença...
Alguns não o dizem. Quando Robert Spitzer - que era presença assídua na imprensa e na televisão - verificou que estava enganado e recuou na sua posição a comu­nicação social cortou-lhe o pio.

A comunicação social norte-americana está então domina­da por um poderosíssima "lobby gay"?
O " lobby gay" tem grande influência na comunicação social. E infiltrou-se também na política e na Igreja.

Considera-se homofónico?
De modo algum. Não tenho horror ao meu sexo. O homofóbico é aquele incapaz de lidar com pessoas do mesmo sexo. Não é o meu caso. Não concordo é que se destrua a instituição casamento, que é a célula-base da sociedade. É no casamento que são gerados os filhos. Por isso o Estado protege e promove a família.

Isso significa que o Estado não deve proteger um casal hete­rossexual que não pode ter filhos?
Isso não é uma família, é um casamento. A família só existe a partir do momento em que há filhos.

Um homem e uma mulher casados não são, só por si, uma família?
Não. Têm a família da parte do marido e da mulher, mas não constituíram família.

Se fosse criada uma instituição paralela ao casamento, com outro nome, continuaria a ser contrário à união entre duas pessoas do mesmo sexo?
A lei pode tolerar a homossexualidade - digo tolerar porque ela em si não é um bem, não é um comporta­mento positivo - se isso evitar males maiores. Daí a criar um estatuto jurídico para relações meramente privadas não vejo qualquer sentido.

Deixe-me apresentar-lhe então a seguinte situação. Duas mulheres vivem juntas durante 30 anos. Por que razão, em caso de morte de uma delas, não pode a outra ter os mesmos direitos de uma viúva heterossexual?
Os direitos implicam deveres correspondentes. Igualdade não é tratar da mesma forma circunstâncias diferentes.

Rejeita que um homossexual possa ter os mesmos direitos de um heterossexual?
Todos devem ter direitos iguais a nível da Constituição. Mas um homem e uma mulher que se casam é uma rea­lidade diferente de dois homens ou de duas mulheres que se juntam. Tratá-los da mesma forma é uma injustiça.

São realidades diferentes porquê?
Porque um homossexual não é capaz de constituir família.

Há muitos casais heterossexuais que também não...
Mas isso não depende das suas atitudes comportamentais. Alguém que é estéril não tem culpa da sua esterilidade, mas é capaz de praticar os actos do tipo reprodutivo.

E um homossexual tem culpa de ser homossexual?
Pode não ter. Mas pode ter culpa se reforçar a sua homossexualidade praticando actos homossexuais.

É lógico que não concorda com a adopção por casais homos­sexuais...
Não há casais homossexuais. Nunca lhes chamaria casais. Por outro lado, em termos de formação, é bom que as crianças tenham o pai como referência mascu­lina e a mãe como referência feminina.

E as crianças que crescem só com um pai ou só com uma mãe?
Isso apenas acontece devido a uma qualquer infelicidade. Não é a situação ideal.

É melhor para uma criança viver numa instituição até à idade adulta do que com dois pais ou duas mães que lhe dão amor e carinho?
Depende da instituição. Se for uma instituição como a Casa Pia era aqui há uns anos é capaz de ser bem pior. Se for uma instituição equilibrada é muito melhor do que crescer com dois pseudo-pais ou com duas pseu­do-mães.

Há cerca de três meses, foi condenado por difamação devi­do a um texto que escreveu, intitulado "Os Abortófilos". Entre outras coisas, apelidou a Associação para o Planeamento dá Família (APF) de "organização 'serial killer"' e defendeu que esta promove o homicídio. Volta a afirmar o mesmo, ou admi­te que talvez tenha ido demasiado longe?
Confirmo o que escrevi. É tudo verdadeiro e correcto. Um "serial killer" é alguém que matou várias pessoas. Essa organização pertence à International Planned Parenthood Federation, que promove o aborto no mun­do inteiro. Só nos Estados Unidos matou milhões de pes­soas ainda não nascidas.

Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
O objectivo não é prender mulheres. A lei tem uma função dissuasora. Deve ser avaliado cada caso para aquilatar da culpabilidade. Muitas vezes os juízes che­gam à conclusão de que não há razão para punir com pena de prisão.

Se, tal como diz, fazer um aborto é matar uma criança, uma mulher que o faça deve ser presa?
Um Estado democrático tem a obrigação de defender e de tutelar a dignidade de todos, independentemente da fase da sua existência. Um ser humano na fase da con­cepção tem tanto valor como três meses ou nove meses depois. Um Estado que não defenda a dignidade de todos é um Estado totalitário e tirano. Pode usar os mecanismos formais da democracia, mas está a colaborar activamente na matança de inocentes.

Uma mulher que faça um aborto deve ser presa?
Depende das circunstâncias.

Em que circunstâncias deve ser presa?
Compete ao juiz analisar.

Também defende que o aborto é pior do que a pedofilia. É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com pouco tempo de vida?
Os dois crimes são abomináveis.

Mas escreveu que um era mais grave do que o outro.
Sim. Matar uma criança é mais grave do que abusar dela.

É mais grave interromper uma gravidez antes dos três meses do que abusar e violar uma criança com poucos meses ou poucos anos de vida?
É sempre mais grave matar um ser humano inocente do que abusar dele.

Nesta semana, a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, informou que as escolas secundárias vão poder fornecer preservativos aos alunos, desde que com o con­sentimento dos pais. Como comenta?
Promover a utilização do preservativo é de uma enorme irresponsabilidade. Os únicos exemplos de sucesso no combate à sida reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde são o Uganda e as Filipinas. Em ambos os paí­ses promoveu-se primeiro a abstinência, depois a fide­lidade e só em último caso o preservativo. A partir do momento em que, nas Filipinas, se abandonou esta estratégia e se apostou na promoção do preservativo o número de pessoas infectadas aumentou. Em boas con­dições, o preservativo tem uma taxa de eficácia entre os 85 e os 90 por cento. É como jogar à roleta-russa. Eu não apanho um avião daqui para Paris se me disserem que só chegam lá 80 por cento dos aviões. Por outro lado, essa taxa de eficácia é calculada ao longo de um ano. À medi­da que o tempo passa, que se vai repetindo a roleta, a pro­babilidade desce para valores muito inferiores, na ordem dos 15 por cento ao fim de dez anos. É errado falar de sexo seguro. Por outro lado, o Estado não tem o direito de interferir na sexualidade das crianças nem de educá­-las a esse nível. Esse é um direito inalienável dos pais.

Estamos a falar de consentimento dos pais...
Mas vai haver aulas de Educação Sexual obrigatórias e gabinetes de atendimento cuja mentalidade é dominada pela APF. Nós sabemos o que vão fazer às crianças.

O quê?
Vão pervertê-las.

Como?
Qualquer relação sexual que não seja dirigida à pro­criação é uma perversão.

Homens e mulheres devem abster-se de ter relações sexuais caso não queiram ter um filho?
A relação entre um homem e uma mulher é uma relação de unidade e de amor. Se uma pessoa se dá a outra na totalidade do seu ser admite que está a ofere­cer a capacidade de ser pai ou a capacidade de ser mãe. Pode surgir um filho ou não, mas nada se faz para manipular e falsificar essa linguagem do amor.

Qual é o problema de ter relações sexuais, tomando as devi­das precauções, para que não haja uma gravidez indesejada?
Se tomar precauções significa recorrer aos períodos inférteis da mulher, não há qualquer problema.

Que é um método falível, ou não?
Não. A Organização Mundial de Saúde atribui-lhe 99,8 por cento de eficácia.

E qual é o drama de utilizar o preservativo ou a pílula?
Falsifica-se a relação. Deixa de haver uma entrega total.

Há cerca de um ano, publicou um anúncio no "Público" explicando que se recusava a dar a comunhão a quem utili­zasse métodos contraceptivos. Qual é o sentido disto?
Não disse que me recusava. Disse que em virtude do que está no Código de Direito Canónico estou impe­dido de dar a sagrada comunhão a quem não respeite os Mandamentos, a quem promove a morte de seres humanos inocentes, seja através de pílulas abortivas, de métodos cirúrgicos...

... Fala, inclusive, da reprodução medicamente assistida...
Sim. Por cada criança que nasce dez foram mortas pelo caminho. Actualmente, em Portugal, temos congelados 40 mil seres humanos na sua fase embrionária.

Um embrião que não vinga é uma criança que morre?É. Todos nascemos a partir de embriões. A informação genética está lá toda.

Quem tenta ter filhos através da reprodução medicamente assistida ou quem utiliza métodos contraceptivos não pode comungar?
Refiro-me a métodos que podem ter um efeito abor­tivo, como o dispositivo intra-uterino ou a pílula do dia seguinte. Um católico que não respeita o mandamen­to "Não matarás" não pode ir à comunhão.

A mulher que usa o dispositivo intra-uterino é uma homicida?
Um homicida é aquele que mata voluntariamente um ser humano inocente. Se quem usa esses métodos [dis­positivo intra-uterino, pílula do dia seguinte] tem consciência - normalmente isso não acontece porque as pessoas são enganadas - de que a sua utilização pode matar um ser vivo na sua fase embrionária está a cometer um homicídio.

Então a mulher que toma a pílula do dia seguinte deve ir parar à cadeia?
Isso é complicado do ponto de vista penal, porque nun­ca se pode ter a certeza de que houve um aborto. Mas há algo que me parece claro: o Estado ultrapassa as suas com­petências ao permitir a venda da pílula do dia seguinte e ao financiá-la através do Serviço Nacional de Saúde.

Quando publicou esse anúncio, muitos sacerdotes conde­naram a sua posição e afirmaram que tinha feito uma inter­pretação abusiva do Código de Direito Canónico. Como comenta?
Temos de compreender a ignorância dos outros.

Concordaria com o fim do celibato para os padres?
Não.

Porquê?
O celibato é uma riqueza enorme. Jesus Cristo casou com a Humanidade e participar deste celibato de Jesus Cristo, deste servir a Deus com o coração uno e indi­visível, é muito enriquecedor.

Amar alguém e concretizar esse amor interfere em quê na relação com Deus?
Não interfere.

Então por que razão os padres têm de estar obrigados ao celibato?
Hipoteticamente, é possível um Papa revogar essa dis­ciplina. Ela pode ser mudada, não é um dogma. Mas tem razões teológicas de fundo e está alicerçada na tradição da Igreja desde o início.

É fácil contrariar o desejo sexual?
Deus dá-nos essa capacidade.

Como só entrou para o seminário aos 25 anos, suponho que já te­nha feito amor com alguém. Nunca sente desejo de voltar atrás?
O combate pela castidade é um combate até ao fim da vida. Mas a satisfação interior que resulta de não ceder à tentação compensa qualquer outra coisa. Servir a Igreja representa uma alegria enorme.

In O Independente – 10. 02. 2006
Entrevista a P. Nuno Serras Pereira conduzida por José Eduardo Fialho Gouveia

É Tudo igual!



NEE



Simplesmente Javardos!

Citando o Prof HNO: "nunca como agora a promiscuidade entre a prostituição e a política foi tão evidente... Ou o sexo como meio de ganhar votos..."