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Sunday, November 23, 2008

Exmos Senhores, Comunico-lhes o seguinte

Gosto muito de livrarias. E será também por isso que muito me agrada passear pelo Chiado.

Ontem, antes de ir para o Teatro Nacional de São Carlos, onde está em cena o Quebra Nozes, decidi visitar a Sá da Costa, que pensava já ser outra coisa qualquer. Para minha alegria, informou-me um dos empregados que estavam no balcão, que ainda se mantém o mesmo nome, e que estão apenas em remodelação.

As ultimas vezes que lá havia ido, as salas do fundo estão sem acesso. Não foi o caso de ontem. Pude então viajar por todos aqueles salões literários. Foi uma maravilha, embora se tenha perdido uma das coisas que mais me agradava naquela livraria, e que me parece, lhe concedia um ar idílico: já não há montanhas de livros desarrumadas onde me perdia durante horas em busca de uma pérola perdida.

Já não há mesas desarrumadas, mas as pérolas mantém-se.
E apesar de esta estar lá num canto cheio de pó e solitário, não deixei que desta me fugisse e me escapasse de novo. Era o último. Mas agora é meu!
Ecce Opus.

Tuesday, June 24, 2008

As palavras de Alfredo Pimenta

Há muito que esta frase me ecoava na cabeça, mas um pouco distorcida.
Estava com algumas dificuldades em encontra-la na sua forma verdadeira e pura.
Assim sendo, e como estou em onda de citações, não deixo de a postar, pois mesmo sem motivo algum de especial, a sua beleza deixa-me sempre estarrecido.

Admirável coisa esta de defender causas vencidas, homens vencidos, sobre que as vagas alterosas da Vitória passam altaneiras e invencíveis! Com a sua defesa, não se colhem bens nem louros; colhem-se antes desgostos e lágrimas. Mas fica-nos a consciência tão límpida como água que brota de rocha virgem…

Alfredo Pimenta
in ‘Três Verdades Vencidas, Deus-Pátria-Rei’, p. 68, Lisboa - 1949



Roubada a um antigo post do amigo Mário, autor da magnifica Voz Portalegrense.