O Público de ontem continha a seguinte notícia "(os vereadores da oposição da) Câmara Municipal de Lisboa pondera renegociar sistema de semáforos". Segundo consta, parece que um dos motivos é o sistema ter mais de 20 anos e porque, segundo um vereador eleito pelo movimento de Helena Roseta, Manuel João Ramos, o trânsito é controlado por um sistema "que privilegia os automóveis" e que é necessário pensar mais nas pessoas.
Eis a minha sugestão.
O sistema em si tem mais de 20 anos.
O Material que o sistema necessita para funcionar andar perto dos 20 anos.
E é uma maneira de privilegiar as pessoas, quer vão a pé quer de carro. Essencialmente, agrada aos homens, mas nos dias de hoje, há mulheres que também não dizem que não...
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Sunday, August 26, 2007
Monday, July 23, 2007
Bagão Félix ao DN

Aconselho a todos a leitura da entrevista de Bagão Félix ao diário de noticias publicada ontem. Corre uma quantidade de pontos curiosos e interessantes, a que não fico inerte.
"As medidas (de apoio à natalidades) são positivas, mas não considero que constituam um incentivo à natalidade. São importantes, talvez, do ponto de vista de apoio familiar aos mais carenciados."
"Não, nem pensar nisso! Isso (a flexigurança) é uma moda, um jargão, na Europa há muito a mania de tagarelar neologismos. E sobretudo não é um pronto-a-vestir. Uma coisa é aplicar isso na Suécia, outra em Portugal."
"Tenho a consciência de que estamos perante um problema parecido com o da globalização: goste-se ou não se goste, mais tarde ou mais cedo, uma OPA sobre o Benfica é inevitável."
"Não vai ser fácil a Direita regressar ao poder em 2009"
"As pessoas interessam-se cada vez menos por política. Em primeiro lugar, porque há um desfasamento entre o que se promete e o que se faz. Ninguém está isento disso. Em segundo lugar, porque as pessoas cada vez menos compreendem que se tenha um discurso quando se é poder e outro quando se está na oposição."
"O 25 de Abril deslocou tudo um pouco para a esquerda e isso ainda não mudou. Por outro lado, os partidos do arco da governabilidade não se distinguem muito nas políticas económicas e sociais."
"O que distingue hoje a direita da esquerda são os valores. E os tempos correm mais a favor de alguns valores ligados à esquerda, como o que é rápido, efémero, ou permite o hedonismo."
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Monday, July 16, 2007
Sobre eleições....
Um PSD que em Lisboa,pela voz de dirigentes andou a ver se ultrapassava o PS pela esquerda,apoiando a liberalização do aborto ,as salas de chuto,os casamentos homossexuais ,na obcessão de ser "progressista" em costumes e politicamente correcto sempre!E o CDS-PP com os seus espectáculos de arruaça interna e ausência de doutrina e coerência.
Não se admirem que a direita fique em casa ou até prefira o PS...Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver onde acabam!
Eu só faço uma correcção: Em vez de "Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver onde acabam", eu diria "Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver que acabam"
Não se admirem que a direita fique em casa ou até prefira o PS...Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver onde acabam!
Eu só faço uma correcção: Em vez de "Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver onde acabam", eu diria "Não se cuidem internamente,continuem assim e vão ver que acabam"
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Sunday, July 15, 2007
Porque sou lisboeta e cristão!
Votarei nulo.
A ausência de um candidato intelectualmente sério;
A moda das campanhas demagógicas e insultuosas;
A incapacidade de alguém propor alguma coisa que não vacuidades ou simplesmente parvoíces;
A má educação e ordinarice da generalidade dos candidatos;
A fachada de candura e moralidade de outros;
As ligações de alguns a aparelhos partidários corruptos ou interesseiros;
A ligação de outros a sociedades assassinas e criminosas como a Maçonaria;
A inexistência de uma visão cristã da cidade, inaceitável num sociedade que se proclama sob a égide do pluralismo de mundividências, sobretudo atendendo ao facto de Lisboa ser a capital de uma Pátria cuja grandeza está, a todos os níveis, associada à Verdade Cristã;
Tudo isto e muito mais leva-me a chumbar todos os projectos que vão a votos hoje, quando abrirem as urnas.
É a minha consciência de católico que me impede de aceitar qualquer projecto para a minha cidade que se abstenha de enunciar uma proposta adequada a uma concepção cristã da mesma.
Restaurar Igrejas e entregar, simultânea e graciosamente, palácios aos pedreiros-livres é cinismo. É enganar o povo. É querer estar bem com Deus e com o Diabo.
A Lisboa velha, tradicional e castiça; a Lisboa charmosa e popular; a Lisboa comunitária e religiosa; a Lisboa da «Nobre Alfama/ Mãe da antiga marinhagem/ Bairro castiço, popular, dos mais antigos», como cantava Teresa Tarouca, tem a sua génese na Idade Média. É cristã e moura.
É esta cidade que precisa de ser preservada e cuidada.
É esta cidade que nenhum dos candidatos quer ajudar a reerguer.
A ausência de um candidato intelectualmente sério;
A moda das campanhas demagógicas e insultuosas;
A incapacidade de alguém propor alguma coisa que não vacuidades ou simplesmente parvoíces;
A má educação e ordinarice da generalidade dos candidatos;
A fachada de candura e moralidade de outros;
As ligações de alguns a aparelhos partidários corruptos ou interesseiros;
A ligação de outros a sociedades assassinas e criminosas como a Maçonaria;
A inexistência de uma visão cristã da cidade, inaceitável num sociedade que se proclama sob a égide do pluralismo de mundividências, sobretudo atendendo ao facto de Lisboa ser a capital de uma Pátria cuja grandeza está, a todos os níveis, associada à Verdade Cristã;
Tudo isto e muito mais leva-me a chumbar todos os projectos que vão a votos hoje, quando abrirem as urnas.
É a minha consciência de católico que me impede de aceitar qualquer projecto para a minha cidade que se abstenha de enunciar uma proposta adequada a uma concepção cristã da mesma.
Restaurar Igrejas e entregar, simultânea e graciosamente, palácios aos pedreiros-livres é cinismo. É enganar o povo. É querer estar bem com Deus e com o Diabo.
A Lisboa velha, tradicional e castiça; a Lisboa charmosa e popular; a Lisboa comunitária e religiosa; a Lisboa da «Nobre Alfama/ Mãe da antiga marinhagem/ Bairro castiço, popular, dos mais antigos», como cantava Teresa Tarouca, tem a sua génese na Idade Média. É cristã e moura.
É esta cidade que precisa de ser preservada e cuidada.
É esta cidade que nenhum dos candidatos quer ajudar a reerguer.
Saturday, July 14, 2007
Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte III Os Médios e Pequenos
Quanto a José Sá Fernandes fica a quantidade de dinheiro que fez os lisboetas gastar com os processos e problemas que colocou perante a construção de Túnel do Marquês, e a quantidade de dinheiro que "rouba" à câmara, através dos ordenados dos seus assessores. Candidata-se para "denunciar". E seria bem-vindo se denunciasse apenas as irregularidades e não tudo o que incomoda o BE e o seu vazio de ideias. Denuncia tudo. Mesmo tudo. Só perde e ganha antipatias todos os dias.
Ruben de Carvalho deve manter o seu lugar e deve manter a sua politica de "bater o pé" na camâra de Lisboa.

Telmo Correia está no nervoso pré-eleitoral. É o rosto e a representação do CDS de hoje. A sua inteligência que eu muito reconheço e admiro, não chega para o mediatismo e populismo que um candidato a qualquer tipo de alto cargo necessita. Eu gosto muito de Telmo Correia, mas fica claro que não só não diz nada aos Lisboetas, como o PP de hoje, se deseja ganhar o que quer que seja, só o alcançará através de Paulo Portas, porque de resto, mais nenhum tem características nem o populismo que Portas possui e utiliza na política. Mesmo a sua presença na campanha ao lado de Telmo Correia, na ânsia de o lançar numa carreira politica, semelhante ao que fez Sócrates a Costa, não chega. O CDS arrisca-se a não alcançar um lugar que seja na câmara, e isso para a direita portuguesa é triste e um mau prenuncio.
Para o PP é a afirmação clara de que Portas é "o" Partido.
Um programa com prioridades, mas que é impossível de construir. Resolver problemas financeiros sem recorrer a empréstimos, e a insegurança através da vídeo-vigilância, não só me parece uma ideia pouco realista como mesmo utópica. Mais uma vez há propostas sem apresentação de resolução.
Ao menos lembraram-se dos idosos e da sua solidão, do excesso de construções desenquadradas com a identidade e estrutura da cidade, da limpeza e... da OTA.
No entanto, a cegueira causada por um desejo incessante de votos (espero que seja só este motivo e não uma mudança de ideologia), tornou a candidatura do CDS semelhante à de Carmona Rodrigues, como lembrava o Nuno Mendes. O apoio aos homossexuais revelado através das propostas apresentadas por Teresa Caeiro é só por si uma contradição na campanha que o CDS propagou. Uma boa gestão de fundos é obrigatória, e por isso é necessário cortar em despesas não são do interesse da cidade. A ideia de adquirir bibliografia de temática LGBT para colocar nas bibliotecas municipais é ridículo, tal como o apoio ao Arraial Pride e ao Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, que mais parece um incentivo e promoção à educação homossexual.
Isto não são ideias à CDS…
De Quartim Graça não falo porque nada conheço, a não ser que pertence ao partido da terra. Eu acredito que o planeta tem necessidades, mas é necessário relembrar as prioridades de Lisboa? Salvemos o ambiente sim! Mas primeiros as pessoas. De Garcia Pereira fica a sua célebre candidatura para questionar. Coisa que até consegue fazer, mesmo sem tempo de antena. Já estamos habituados a vê-lo em tudo o que é eleições nestes país. Serão mais umas em que não sairá vencedor.

De Manuel Monteiro e Gonçalo da Câmara Pereira fica guardado o papel de "Palhaços" destas eleições autárquicas. Ambos porque sem terem nada para fazer ou a dizer, ou mesmo a propor para Lisboa, divertiram-se a fazer palhaçadas, um com as personagens inventadas que agora se tornaram um habito no PND, e o outro a distribuir rolos de papel higiénico na câmara, a dizer que Lisboa está bem como está, e a dizer que o projecto chiado é um "fait divers" em debates televisivos.

De todas as campanhas destaco a do PNR. Parece-me decidido, conhecedor de prioridades e com um projecto, que é uma coisa a que temos de dar valor tendo em conta os restantes.

Com a segurança no topo da lista, o PNR, um dos "pequenos" partidos candidatos à câmara, apresenta-se mais populista. José Pinto Coelho não se inibe de apontar o dedo e concentra-se na cidade, que é algo que parece faltar aos principais candidatos. Nem sempre angariador de muitas simpatias, não vira a cara à luta, e apresenta culpados para a crise, propõe o fecho da EMEL, a reestruturação da EPUL, e o fim a despesas da câmara que em nada servem os lisboetas como, o dinheiro para as instituições a homossexuais.
Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte II Oposição
Negrão e Carmona são os considerados principais opositores de Costa, e o seu constante conflito pessoal, que tem como causa principal o PSD, faz-me sempre recordar a guerra civil russa, em que os brancos, para além da forte oposição do exército organizado de Trotsky, foram vítimas de conflitos internos e das potências estrangeiras que os apoiavam.
Temo que o fim destes dois seja o mesmo que o do exército branco.

Fernando Negrão nada diz aos Lisboetas. Depois de perder em Setúbal, vem perder a Lisboa acumular mais uma derrota no seu curriculum político. Baralha as siglas das empresas públicas, baralha o nome da cidade. A sua candidatura, também vazia de tudo o que é ideias para a cidade, concentra-se em desfazer Carmona Rodrigues e publicitar o PSD, como "Pai Politico" do professor. António Costa não interessa. E a sua candidatura é tão concentrada nas próximas eleições legislativas, onde o objectivo não é atingir Costa, ou as suas ideias (ou não ideias) para Lisboa, mas sim o Governo. O tema Lisboa não faz parte da sua campanha nem do projecto político que o PSD delineou para ele. Sabendo a derrota que o espera antecipadamente, o PSD preocupou-se mais em pensar num lugar no Governo do que em Lisboa, e claro, em ficar em cima de Carmona.
Quanto a Carmona Rodrigues já tudo se sabe. Sem propostas, a sua campanha resume-se ao ataque a Negrão e ao PSD porque o "abandonaram", e na procura de agradar a todos os tipos de Lisboetas. Abre salas de chuto, oferece palácios no Príncipe Real à Maçonaria, à pergunta sobre os casamentos homossexuais nos Paços do Conselho, responde de forma interesseira, "piscando o olho" ao loby gay, a quem já oferece arraiais e festas pride, que por ele "até pode ser no Mosteiro dos Jerónimos"; ao mesmo tempo procura votos nos conservadores e católicos restaurando as fachadas das igrejas (ao menos, e tenho que valorizar, ainda cuida do património).
Além disso, não sabe governar, nem se mostra capacitado para isso, deixando a câmara chegar a um estado lastimoso.

A outra independente, Helena Roseta, é o outro candidato "de peso" apontado pelos média. Não sei ao certo o que pretende. Vejo fotografias de Lisboa degradada e ouço o "desejo" de reergue-la, uma ideia do Parque do Gonçalo Ribeiro Teles, e uma hipótese de roubar votos aos socialistas que não gostam de António Costa. No entanto, é possível que a arquitecta, agora independente e desalinhada do PS, aceito pós eleições, um aliança com o Costa de quem agora é concorrente. Não me admirava nada a "socialisse", porque António Costa também não dirá que não...
Temo que o fim destes dois seja o mesmo que o do exército branco.

Fernando Negrão nada diz aos Lisboetas. Depois de perder em Setúbal, vem perder a Lisboa acumular mais uma derrota no seu curriculum político. Baralha as siglas das empresas públicas, baralha o nome da cidade. A sua candidatura, também vazia de tudo o que é ideias para a cidade, concentra-se em desfazer Carmona Rodrigues e publicitar o PSD, como "Pai Politico" do professor. António Costa não interessa. E a sua candidatura é tão concentrada nas próximas eleições legislativas, onde o objectivo não é atingir Costa, ou as suas ideias (ou não ideias) para Lisboa, mas sim o Governo. O tema Lisboa não faz parte da sua campanha nem do projecto político que o PSD delineou para ele. Sabendo a derrota que o espera antecipadamente, o PSD preocupou-se mais em pensar num lugar no Governo do que em Lisboa, e claro, em ficar em cima de Carmona.
Quanto a Carmona Rodrigues já tudo se sabe. Sem propostas, a sua campanha resume-se ao ataque a Negrão e ao PSD porque o "abandonaram", e na procura de agradar a todos os tipos de Lisboetas. Abre salas de chuto, oferece palácios no Príncipe Real à Maçonaria, à pergunta sobre os casamentos homossexuais nos Paços do Conselho, responde de forma interesseira, "piscando o olho" ao loby gay, a quem já oferece arraiais e festas pride, que por ele "até pode ser no Mosteiro dos Jerónimos"; ao mesmo tempo procura votos nos conservadores e católicos restaurando as fachadas das igrejas (ao menos, e tenho que valorizar, ainda cuida do património).Além disso, não sabe governar, nem se mostra capacitado para isso, deixando a câmara chegar a um estado lastimoso.

A outra independente, Helena Roseta, é o outro candidato "de peso" apontado pelos média. Não sei ao certo o que pretende. Vejo fotografias de Lisboa degradada e ouço o "desejo" de reergue-la, uma ideia do Parque do Gonçalo Ribeiro Teles, e uma hipótese de roubar votos aos socialistas que não gostam de António Costa. No entanto, é possível que a arquitecta, agora independente e desalinhada do PS, aceito pós eleições, um aliança com o Costa de quem agora é concorrente. Não me admirava nada a "socialisse", porque António Costa também não dirá que não...
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Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte I O Socialista
A propósito das eleições intercalares em Lisboa, não quero deixar de manifestar neste meu espaço público, a minha opinião sobre o estado de Lisboa e os respectivos candidatos.

Começando pelo principal - entendamos a palavra como "principal candidato apontado pelos média à câmara de Lisboa" - candidato à Câmara: António Costa.
O ex-candidato à câmara de Loures tem descido nas sondagens. Descida essa que eu vejo como mera especulação - relembro o caso recente do referendo à "interrupção voluntária da gravidez" - mas que faria algum sentido perante um vazio ideológico ou de propostas que a campanha de Costa apresenta.
Apontado como o "Salvador da Câmara", promete rigor - que pode significar muitas coisas - casamentos homossexuais nos paços do conselho - ainda não percebi qual o poder do presidente da camâra para fazer tal coisa - a promoção da bicicleta em vez do automóvel - como se Lisboa fosse uma cidade plana sem sete colinas, onde é possível todos subirem a calçada da estrela, a calçada do combro ou a rua do Alecrim ou das Trinas de bicicleta.
Mas deixam-me irrequieto estas propostas. Esses não são os problemas da cidade. Ou por outra, até podem ser, mas não são certamente os mais importantes.
Quando se fala que a câmara está desorganizada, falida insegura e desfeita a resposta é: "António Costa é a Solução para Governar", ele vai acabar com as dividas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança. Mas isto são coisas que até eu posso dizer. Quem sabe se não serei eu também o homem certo para "acabar com as dívidas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança". A pergunta não reside em o que faz falta, porque isso todas as pessoas sabem, basta perguntar na rua, que todos têm queixas a fazer. A pergunta é como se resolve as questões. Desconfio que ele também não sabe.
Sócrates elogia-o. Diz que era a solução para os problemas impossíveis que se colocavam ao governo. Mas se é assim tão bom porque continua o país na mesma? Porque se encontra Portugal tão desgovernado?
O despejar de propostas populistas é o gozar com os lisboetas, mas a culpa de tal coisa acontecer, não é só dele. É a fraca oposição que tem.
É considerado por muitos, incluindo o presidente do Benfica, como o melhor candidato à câmara e o seu salvador, mas sem ninguém saber porquê.

Começando pelo principal - entendamos a palavra como "principal candidato apontado pelos média à câmara de Lisboa" - candidato à Câmara: António Costa.
O ex-candidato à câmara de Loures tem descido nas sondagens. Descida essa que eu vejo como mera especulação - relembro o caso recente do referendo à "interrupção voluntária da gravidez" - mas que faria algum sentido perante um vazio ideológico ou de propostas que a campanha de Costa apresenta.
Apontado como o "Salvador da Câmara", promete rigor - que pode significar muitas coisas - casamentos homossexuais nos paços do conselho - ainda não percebi qual o poder do presidente da camâra para fazer tal coisa - a promoção da bicicleta em vez do automóvel - como se Lisboa fosse uma cidade plana sem sete colinas, onde é possível todos subirem a calçada da estrela, a calçada do combro ou a rua do Alecrim ou das Trinas de bicicleta.
Mas deixam-me irrequieto estas propostas. Esses não são os problemas da cidade. Ou por outra, até podem ser, mas não são certamente os mais importantes.
Quando se fala que a câmara está desorganizada, falida insegura e desfeita a resposta é: "António Costa é a Solução para Governar", ele vai acabar com as dividas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança. Mas isto são coisas que até eu posso dizer. Quem sabe se não serei eu também o homem certo para "acabar com as dívidas, com o excesso de assessores, vai reabilitar a cidade e impor a ordem e trazer a segurança". A pergunta não reside em o que faz falta, porque isso todas as pessoas sabem, basta perguntar na rua, que todos têm queixas a fazer. A pergunta é como se resolve as questões. Desconfio que ele também não sabe.
Sócrates elogia-o. Diz que era a solução para os problemas impossíveis que se colocavam ao governo. Mas se é assim tão bom porque continua o país na mesma? Porque se encontra Portugal tão desgovernado?
O despejar de propostas populistas é o gozar com os lisboetas, mas a culpa de tal coisa acontecer, não é só dele. É a fraca oposição que tem.
É considerado por muitos, incluindo o presidente do Benfica, como o melhor candidato à câmara e o seu salvador, mas sem ninguém saber porquê.
Tuesday, July 03, 2007
Friday, June 22, 2007
O "Centrão" das atenções

Quando li o post que o excelentíssimo Mário escreveu sobre aquilo que eu defino por o debate a sete, decidi seguir o exemplo do JV, e não resisti a fazer referência ao texto do nosso amigo de Portalegre; texto esse que “não me passa ao lado”, e que não me impede de ficar preocupado com a situação em que encontro o meu país. E Logo eu que já tenho tantas preocupações!
Pouco me importa a qualidade, a capacidade ou mesmo quantidade de audiências e esclarecimento que o debate causou, pois eu próprio não vi o debate e por isso não me manifestarei sobre ele.
Mas há uma coisa no debate sobre a qual me posso e irei manifestar: o número de participantes.
A meu ver, a presença de apenas sete candidatos, sendo eles doze, demonstra a tendência clara para o sub julgar da opinião pública, através do trabalho dos próprios meios de comunicação, ao designado "centrão" e àquilo que eu defino por seus "acompanhantes" ou “aspirantes ao centrão”.
Se são os candidatos mais populares, se são os que geram mais audiências ou mesmo os com melhores propostas é neste caso um ponto de secundário. Não só porque isso é uma grande mentira, como é uma questão de princípios e direitos democráticos, que ao realizarem um grande debate, todos devem estar presentes. É uma questão de igualdade de direitos e oportunidades. A votação não é feita pelos meios de comunicação. São os votantes. E eles têm o direito a estar informados, a ouvir todas as propostas de modo a poderem escolher aquele candidato, que a seu entender, é o melhor, não podendo os meios de comunicação interferir nas escolhas, correndo o risco de serem injustos ou mesmo déspotas.
Mas mais uma vez, eles esquecem-se do que mais importa, e preferem dar voz a uns, sem que haja uma razão aparente para tal – não me refiro a lobys ou outro tipo de "causas", mas falo no sentido da perspectiva racional que procura a verdade e observa a realidade, não pensando em jogos secretos ou de influências – e esquecer e fazer de ignorados os outros. Não que sejam menores ou piores, mas não interessam, ou porque tem percentagens pequenas, ou porque trazem consigo verdades que incomodam.
Acabam então os meios de comunicação por não informar, por não mostrar novas ideias e sim por promulgar, aprovar e apoiar a candidatura dos "outros" que não só já têm o poder na mão como já destruíram tudo o que havia para destruir; aqueles a quem já apontaram o dedo inúmeras vezes por atentarem contra tudo e todos, mas que não fazem nada para destituir, reformar, afugentar e mesmo excluir da vida politica nacional.
Não seria já a altura de dar a vez a outros?
Ou ainda acreditam que o povo vai voltar a acreditar "nos do costume"? Parece que só há uns em quem votar.
Assim só perdem os votantes, a politica e o país. Ganham os do costume.
Assim sucedeu também com a SIC, que neste combate saiu a perder. A RTP ultrapassa-a com o próximo debate, mas desta vez a 12...
Para um canal que tem como lema Televisão independente, já não sei o que pensar.
Thursday, June 14, 2007
A 13 de Junho Santo António se demove...

Hoje, em Lisboa, festejou-se o dia daquele a quem o Papa Gregório IX chamou "Arca do Testamento", e que ao longo dos anos, foi reconhecido como "Martelo dos hereges, defensor da fé, Doutor da Igreja, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica, etc.".
Quando o Papa Gregório IX, no dia 30 de Maio de 1232, em Espoleto, procedeu à canonização de Santo António, os sinos tocaram à mesma hora em Lisboa, sendo isso considerado como um sinal sobrenatural. O povo tomou para si este Santo, que se tornou, no século XVI, o Santo Nacional dos Portugueses.
Por essa mesma razão, centenas de pessoas saíram hoje à rua em Lisboa, para prestar homenagem àquele que foi proclamado padroeiro de Portugal, a par de Nossa Senhora da Conceição (em 1934 pelo Papa Pio XI).
Sunday, June 03, 2007
O Esquecimento da Desgraça

Passou algum tempo desde que ouvi as palavras de Jorge Sampaio no almoço de apoio à candidatura de António Costa à presidência da câmara de Lisboa.
O ex-presidente da república portuguesa apelou aos lisboetas para que, nestas eleições, não votassem tendo em conta a ideia que têm do actual governo.
Ora, sendo ele um político e supondo eu que ele conhece a política que se faz nos dias de hoje, sabe que todos os argumentos disponíveis para mostrar que António Costa é o (segundo querem fazer crer ou supor) melhor candidato são "bons produtos publicitários" e, por isso mesmo, sabe que este não é um bom argumento.
Sou a favor da separação das águas, e também penso que a estas eleições são uma coisa diferente daquilo que é o problema do Governo. Mas também não esqueço que António Costa era ministro deste governo e defensor das ideias que são a causa de inúmeros problemas com os quais vivemos hoje.
Por isso mesmo é impossível não me recordar daquilo que o PS já "deu" - ou não deu se formos mais objectivos - e por isso não posso estar satisfeito, ou mesmo prever coisas boas desta candidatura.
Mas se dúvidas houvesse quanto a esta (suponho que não será só minha...) questão, Jorge Sampaio retira-as, quando apela aos lisboetas para esquecerem a actuação do governo Sócrates e votarem em António Costa.
Fica agora claro que o problema do governo não é apenas uma questão de simples ideologia. Não é uma teimosia da esquerda ou da direita. É um problema claro que qualquer pessoa minimamente razoável pode reconhecer.
Perturba-me então a questão: como é possível sobreviver um governo de que todos se queixam e que avança com projectos e ideias que ninguém apoia como a OTA?
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Thursday, May 24, 2007
8º, 9º, 10º.... Quem mais quer ser candidato?
António Costa, Carmona Rodrigues, Fernando Negrão, Garcia Pereira, Helena Roseta, José Pinto Coelho, José Sá Fernandes, Manuel Monteiro, Ruben de Carvalho, Telmo Correia.
Ninguém mais se oferece?
Daqui a pouco até eu sou candidato a camâra de Lisboa...
Ninguém mais se oferece?
Daqui a pouco até eu sou candidato a camâra de Lisboa...
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