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Tuesday, October 21, 2008

Um Caso Triste!

"A quem como discipulo beneficiou dos ensinamentos do Mestre cumpre assinalar o luto e a divida de gratidão."
Pedro Soares Martinez



O Desabafo...
Marcello Caetano
Presidente do Conselho de Ministros entre 1968 e 1974, sucessor de Salazar; Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é considerado o pai da escola Administrativista Portuguesa. É um dos maiores juristas da história do Direito Português, e o melhor no campo do Direito Administrativo.

"O Diogo era devoto de Salazar, amigo do presidente Tomás, de quem um tio era ajudante, ao ponto de ir preparar os seus exames para o Palácio de Belém! A revolução dos cravos foi sobretudo a derrocada do carácter dos portugueses. Que homem!"
(...)
"Não sei o que pensas a respeito do CDS - para mim tem sido um desapontamento, como para a maioria das pessoas minhas conhecidas que a princípio acreditaram nele. E as atitudes do meu antigo discípulo - assistente Diogo do Amaral - na política e em relação a mim foram um dos maiores desgostos que neste período sofri"
(Carta de 13 de Abril de 1977)

"na verdade, no desgraçado panorama da política portuguesa actual, não há melhor"(que o CDS)
(...)
"Quanto ao CDS, compreendo muito bem a tua posição (...). As minhas razões de desconsolo com o partido e de indignação com o presidente são pessoais. E infelizmente justificadíssimas. No ano passado estive muito mal de saúde com o desgosto que me deu o sr. Diogo do Amaral. Mas isso é coisa minha e vocês têm de se agarrar ao que houver de menos mau."
(Carta de 28 de Abril de 1977)

"O que me impressiona no panorama político português actual é não ver ninguém com qualidades morais de liderança do País e sobretudo da chamada direita. Infelizmente conheço muito bem os Kaúlzas e os Adrianos Moreiras que tudo sacrificam à ambição do mando e tive um enorme desapontamento com o Diogo do Amaral. Do Galvão de Melo, simpatiquíssimo desmiolado que durante anos conheci fiel sustentáculo do salazarismo, nem se fala."
(Carta de 25 de Maio de 1977)

"Cá cou passando menos mal, assombrado(embora não surpreendido)com o espectáculo da democracia portuguesa. O Tal Soares deveria escrever um livro intitulado 'Como se Destrói um País'"
(Carta não identificada pelo DN)


...e a resposta (do visado).
Diogo Freitas do Amaral
Professor Catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, especialista em Direito Administrativo, foi largos anos assistente de Marcello Caetano no período de regência deste da disciplina de Direito Administrativo. Considerado como sucessor de Marcello Caetano, é ainda hoje o maior especialista vivo de Direito Administrativo em Portugal.

"Considero um grande elogio ser acusado por adversários da democracia em ter contribuído para a consolidar, em Portugal, em vez de, como pretendiam, ter alinhado nos golpismos de direita, que foram tentados em 1974/75 e nos quais sempre recusei colaborar"
(...)
"Pelo relato que me foi feito, as figuras políticas mais atacadas nessas cartas são as do Dr. Mário Soares e a minha própria, ao mesmo tempo que os nomes mais elogiados como sendo capazes de fazer regressar, por via militar, Portugal ao regime da Constituição de 1933 são os generais António de Spínola, Galvão de Mello e Kaúlza de Arriaga"
(...)
"Não lhe levo a mal porque estava profundamente deprimido no seu exílio no Brasil. De resto, sinto-me em muito boa companhia junto do Dr. Mário Soares e considero um grande elogio ser acusado por adversários da democracia em ter contribuído para a consolidar em Portugal"

Saturday, January 12, 2008

Jornal Agora-Notícias de ultíma hora

Porque no te calas? ou Porque não se cala?




A tradução não foi a melhor, mas Mário Soares não deixou de se imitar o Rei de Espanha, mas com outros propósitos.
Em Espanha mandam-se calar os venezuelanos selvagens e mal educados que tencionam criticar outros espanhois, que apesar de mais terem mais mérito e qualidades que o próprio venezuelano, ele teima em criticar. No fundo manda-se calar um homem que apesar de visitante, critica um espanhol.
Aqui, sendo que também se verifica a existência de selvagens e mal educados, mandam-se calar os que criticam o primeiro ministro e o acusam de fazer propaganda.
"É a festa da democracia" como diria José Sócrates.

A não perder!

A OTA Bateu com a perdigota>



E Alcochete será mesmo o novo aeroporto.
Melhor, só mesmo para o comércio, é a promoção de uma nova marca, que por sua vez deverá ajudar à promoção de uma das mais recentes e emergentes pop star's da cena nacional: Mário Lino, através da criação, por parte de um publicitário de Braga, da nova marca
"AlcocheteJamé"


Mais aqui.



Com estas notícias, todo o mundo sofrerá enormes alterações, na maioria devido a avanços técnicos já realizados por varios sistemas de informação como o Google Earth, cuja pesquisa por deserto resultava neste pequeno mapa:



Altera-se assim o toda a actual disposição territorial que até hoje parecia ser um dos objhectivos do Governo Sócrates Manter.



Para concluir as informações de ultima hora, parece que o nome em alta hoje é mesmo Mário!

Imagens: Claro e Kant_O_XimPi

Sunday, September 23, 2007

Wednesday, May 09, 2007

Ignorância ou Contradição?



No programa Prós e Contras da passada segunda-feira, que foi - supostamente seria dedicado ao debate entre a esquerda e a direita - dedicado ao debate sobre o futuro de França.
Presentes pela Esquerda: a "referência" Mário Soares e Miguel Portas.
Pela Direita: Adriano Moreira e Paulo Rangel.
No meio do debate Miguel Portas decide criticar Sarkozy por ele querer resolver o problema dos "imigrantes ilegais".
Pergunta até o próprio: "Mas como é possível chamar de ilegal a um ser humano?"
É de cair para o lado. Ao que parece, ele já não se recorda, que há cerca de um mês atrás, fez campanha contra a vida humana? O ser humano não pode ser chamado de ilegal, quando se encontra num situação que não é legal do ponto de vista jurídico e social, mas já se pode matar até às dez semanas?
As contradições vão-se acumulando.
A estas juntam-se as criticas de Mário Soares a Bush e as lições de economia, que são muito curiosas, visto não irem bem de acordo com a política de José Sócrates.
Num programa destes salvou-se um homem: Adriano Moreira (que falta nos fará ele um dia!)
Já estamos habituados...