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Saturday, July 14, 2007

Tenho a palavra pois sou Lisboeta! - Parte III Os Médios e Pequenos

Quanto a José Sá Fernandes fica a quantidade de dinheiro que fez os lisboetas gastar com os processos e problemas que colocou perante a construção de Túnel do Marquês, e a quantidade de dinheiro que "rouba" à câmara, através dos ordenados dos seus assessores. Candidata-se para "denunciar". E seria bem-vindo se denunciasse apenas as irregularidades e não tudo o que incomoda o BE e o seu vazio de ideias. Denuncia tudo. Mesmo tudo. Só perde e ganha antipatias todos os dias.



Ruben de Carvalho deve manter o seu lugar e deve manter a sua politica de "bater o pé" na camâra de Lisboa.



Telmo Correia está no nervoso pré-eleitoral. É o rosto e a representação do CDS de hoje. A sua inteligência que eu muito reconheço e admiro, não chega para o mediatismo e populismo que um candidato a qualquer tipo de alto cargo necessita. Eu gosto muito de Telmo Correia, mas fica claro que não só não diz nada aos Lisboetas, como o PP de hoje, se deseja ganhar o que quer que seja, só o alcançará através de Paulo Portas, porque de resto, mais nenhum tem características nem o populismo que Portas possui e utiliza na política. Mesmo a sua presença na campanha ao lado de Telmo Correia, na ânsia de o lançar numa carreira politica, semelhante ao que fez Sócrates a Costa, não chega. O CDS arrisca-se a não alcançar um lugar que seja na câmara, e isso para a direita portuguesa é triste e um mau prenuncio.
Para o PP é a afirmação clara de que Portas é "o" Partido.
Um programa com prioridades, mas que é impossível de construir. Resolver problemas financeiros sem recorrer a empréstimos, e a insegurança através da vídeo-vigilância, não só me parece uma ideia pouco realista como mesmo utópica. Mais uma vez há propostas sem apresentação de resolução.
Ao menos lembraram-se dos idosos e da sua solidão, do excesso de construções desenquadradas com a identidade e estrutura da cidade, da limpeza e... da OTA.
No entanto, a cegueira causada por um desejo incessante de votos (espero que seja só este motivo e não uma mudança de ideologia), tornou a candidatura do CDS semelhante à de Carmona Rodrigues, como lembrava o Nuno Mendes. O apoio aos homossexuais revelado através das propostas apresentadas por Teresa Caeiro é só por si uma contradição na campanha que o CDS propagou. Uma boa gestão de fundos é obrigatória, e por isso é necessário cortar em despesas não são do interesse da cidade. A ideia de adquirir bibliografia de temática LGBT para colocar nas bibliotecas municipais é ridículo, tal como o apoio ao Arraial Pride e ao Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, que mais parece um incentivo e promoção à educação homossexual.
Isto não são ideias à CDS…

De Quartim Graça não falo porque nada conheço, a não ser que pertence ao partido da terra. Eu acredito que o planeta tem necessidades, mas é necessário relembrar as prioridades de Lisboa? Salvemos o ambiente sim! Mas primeiros as pessoas.
De Garcia Pereira fica a sua célebre candidatura para questionar. Coisa que até consegue fazer, mesmo sem tempo de antena. Já estamos habituados a vê-lo em tudo o que é eleições nestes país. Serão mais umas em que não sairá vencedor.



De Manuel Monteiro e Gonçalo da Câmara Pereira fica guardado o papel de "Palhaços" destas eleições autárquicas. Ambos porque sem terem nada para fazer ou a dizer, ou mesmo a propor para Lisboa, divertiram-se a fazer palhaçadas, um com as personagens inventadas que agora se tornaram um habito no PND, e o outro a distribuir rolos de papel higiénico na câmara, a dizer que Lisboa está bem como está, e a dizer que o projecto chiado é um "fait divers" em debates televisivos.



De todas as campanhas destaco a do PNR. Parece-me decidido, conhecedor de prioridades e com um projecto, que é uma coisa a que temos de dar valor tendo em conta os restantes.



Com a segurança no topo da lista, o PNR, um dos "pequenos" partidos candidatos à câmara, apresenta-se mais populista. José Pinto Coelho não se inibe de apontar o dedo e concentra-se na cidade, que é algo que parece faltar aos principais candidatos. Nem sempre angariador de muitas simpatias, não vira a cara à luta, e apresenta culpados para a crise, propõe o fecho da EMEL, a reestruturação da EPUL, e o fim a despesas da câmara que em nada servem os lisboetas como, o dinheiro para as instituições a homossexuais.