Friday, February 01, 2008

O Drama de um Rei

Este é especialmente para o Mário.



“Numa época de futilidades, em que a política se dissolvia no anedótico, El-Rei D. Carlos representava um esforço sério e implacável de fazer da acção política uma obra digna do homem”.
Num tempo e num ambiente em que a Sociedade tinha perdido quase de todo o sentido do sagrado, a Realeza era o último fundamento ou, pelo menos, o claro símbolo transcendente da existência colectiva”…
“Ao alcançarem o triunfo sangrento, os inimigos da Realeza descobriram o abismo em que se havia de precipitar toda a Nação e todas formas tradicionais da cultura cristã”…
“Passados cinquenta anos sob o início desse esforço (o do Integralismo Lusitano), é justo que os que procuram continuá-lo se não recusem a mergulhar nas sombras da morte, onde o extremo do ódio e o extremo do amor parecem coexistir, e aí reconhecerem na figura ensanguentada de El-Rei D. Carlos a imagem da Pátria três vezes negada: negada pela razão pura, negada pelo espírito burocrático, negada pelo igualitarismo. Porque, ainda na morte, o Rei é “a Pátria com figura humana”.

Henrique Barrilaro Ruas, conferência feita na Casa do Infante, Porto, 12 de Fevereiro de 1965 e publicada pela revista Gil Vicente, Setembro -Outubro de 1965, inserida em “A liberdade e o Rei”, 1971, e reeditada por Occidentalis, 2007

Retirado de Sem Contorno

4 comments:

a voz said...

Um Grande Homem, um Monárquico Integro.

Tenho a separata por Ele assinada. E na passada terça-feira comprei o Livro na Bertrand do Fórum de Castelo Branco.

Muito Obrigado por mais uma Atenção.
Cumprimentos.
Mário

João Mattos e Silva said...

Caro Lori Boy
Fiquei muito sensibilizado pelo seu comentário no meu blog e só tenho a agradecer a transcrição deste trecho do meu saudoso amigo Henrique, meu primeiro Mestre. Se hoje tenho uma visão da Monarquia diferente - como ele próprio evoluiu no seu pensamento matricial integralista - devo-lhe o ter-me ensinado a fundamentar pela razão o meu "monarquismo" e a servir a Pátria e o Rei até ao esgotamento da minha vida. Serei leitor dos seus blogs com prazer.
Um abraço

Lory Boy said...

Caro Mário,

Seria impensável não falar de Henrique Barrilaro Ruas neste dia!
E o livro claro, eu também o fui comprar…

Um abraço,

Lory Boy said...

Caro João Mattos e Silva,

muito obrigado por prestar atenção a uma "casa" como esta, e com ele perder o seu tempo.
A sua visita será sempre recebida com satisfação e orgulho.
Da minha parte, e penso escusado dizê-lo, continuarei a visitar o Sem Contorno com muito gosto.

Um abraço