Descobri esta história à pouco tempo, e não quis deixar de a postar aqui. Salazar tornou-se eterno por si próprio e também - devemos dizê-lo com frontalidade - devido aos seus "inimigos". Mas António Ferro conseguiu mais que isso. Colocou-o na história ainda antes de ele ter nascido.
O Público de ontem continha a seguinte notícia "(os vereadores da oposição da) Câmara Municipal de Lisboa pondera renegociar sistema de semáforos". Segundo consta, parece que um dos motivos é o sistema ter mais de 20 anos e porque, segundo um vereador eleito pelo movimento de Helena Roseta, Manuel João Ramos, o trânsito é controlado por um sistema "que privilegia os automóveis" e que é necessário pensar mais nas pessoas. Eis a minha sugestão.
O sistema em si tem mais de 20 anos. O Material que o sistema necessita para funcionar andar perto dos 20 anos. E é uma maneira de privilegiar as pessoas, quer vão a pé quer de carro. Essencialmente, agrada aos homens, mas nos dias de hoje, há mulheres que também não dizem que não...
No programa Prós e Contras da passada segunda-feira, que foi - supostamente seria dedicado ao debate entre a esquerda e a direita - dedicado ao debate sobre o futuro de França. Presentes pela Esquerda: a "referência" Mário Soares e Miguel Portas. Pela Direita: Adriano Moreira e Paulo Rangel. No meio do debate Miguel Portas decide criticar Sarkozy por ele querer resolver o problema dos "imigrantes ilegais". Pergunta até o próprio: "Mas como é possível chamar de ilegal a um ser humano?" É de cair para o lado. Ao que parece, ele já não se recorda, que há cerca de um mês atrás, fez campanha contra a vida humana? O ser humano não pode ser chamado de ilegal, quando se encontra num situação que não é legal do ponto de vista jurídico e social, mas já se pode matar até às dez semanas? As contradições vão-se acumulando. A estas juntam-se as criticas de Mário Soares a Bush e as lições de economia, que são muito curiosas, visto não irem bem de acordo com a política de José Sócrates. Num programa destes salvou-se um homem: Adriano Moreira (que falta nos fará ele um dia!) Já estamos habituados...
Faz hoje um ano e um dia que uma amiga minha saiu de casa, no dia 25 de Abril, para ir à Avenida da Liberdade. Tinha vestida uma t-shit com a figura de Salazar. Ao chegar a avenida - bastante irónico tendo em conta o nome da própria - a minha amiga começa a ser insultada. Das agressões verbais passaram rapidamente a agressões fisicas. A minha amiga esperou que acabassem o "serviço". No fim responde-lhes: "é bom ver os vosso espirito democrático". Sabem como responderam eles? Com mais agressão fisica e verbal... É a democracia de hoje.
Correndo a biblioteca encontro um livro que desde à muito não via: A Cambada, de Vera Lagoa. Eis a imagem da contra-capa do livro.
Curioso não é? Faz-me relembrar uma imagem do livro de história do meu 12º ano, em que Salazar após ler um discurso agradece aos ouvintes, com mão direita (e atenção: ele não estava de braço esticado; o braço encontrava-se num ângulo de 90º Graus) no ar enquanto com a esquerda guarda um discurso no bolso. A legenda da imagem era: Salazar a fazer a Saudação Fascista. É caso para citar o grande António Costa (actor): "Ou comem todos, ou há moralidade".
No tempo vago que permite observar os jornais atrasados que por agora me chegam as mãos, descubro uma coisa que se deve ter em atenção. O artigo de Luis Amaral públicado no Diário de Notíciasde dia 29 de Março sobre a descolonização: 50 Anos de Europa do Gana ao Zimbabwe.