Tuesday, October 02, 2007

Iberismo

Dizia o Professor Jaime Nogueira Pinto, no documentário que apresentou na RTP sobre Salazar, que "hoje, no século XXI, membros da União Europeia e da NATO, tal risco (perda da independência nacional) pode parecer longínquo"
No entanto, a mim parece-me que hoje este é um tema bastante actual e, senão é um perigo, é pelo menos um tema que provoca forte discussão.

Caído o tema recentemente na discussão pública, pela mão do Nobel Saramago, a discussão tornou-se inevitável. E as reacções foram-se tornando públicas por toda a parte. Não havendo quase ninguém que não quisesse deixar de se manifestar.

Ora devido a esse propósito, não quis deixar de postar aqui alguns recortes de jornais que juntei sobre o tema, tendo em vista acrescentar mais alguns dados à questão.



Se o Semanário "Sol" revelou que 30% dos portugueses desejam uma união com Espanha, devemos perguntar-nos porque razão têm tal desejo.
Sabemos que temos história. Uma história bem maior que a do nosso pequeno rectângulo territorial situado na ponta ocidental da Europa. Mas é também um facto que a independência não existe apenas territorialmente. Portugal pode orgulhar-se de ser um país reconhecidamente autónomo; mas não seremos também independentes dependentes?
Passando das perguntas retóricas ao caso concreto, o que quero dizer é que hoje Portugal é uma país dependente, principalmente dos lugares onde se meteu. A nível económico estamos demasiado dependentes da União Europeia, e nem vale a pena observarmos com atenção o nosso nível de importações a nível de consumo, pois o resultado diria que a maioria vem de Espanha. Em caso de crise grave que faremos?
Ou seja, se sendo membros da NATO e da UE consolidamos a nossa independência terrestre, a nível económico estamos cada vez mais dependentes. E isso também é um problema que condiciona a nossa liberdade.
Não resisto mais uma vez a relacionar este caso com o de Salazar, e a citar o professor Marcelo Rebelo de Sousa que dizia que Salazar considerava que era necessário "haver uma liberdade controlada", pois como dizia o professor Jaime Nogueira Pinto no documentário acima referido, Salazar sabia "que sem a liberdade de Portugal, não existe liberdade dos portugueses". E por isso o professor de Coimbra tanto se preocupou com o problema económico.
E parece que as pessoas também já começam a perceber o problema das relações Portuguesas com a UE, mesmo sem nenhuma defender a saída de Portugal de tal união.



Triste para mim, é ver a falta de amor ao país que isto denota. A história, o passado, nada interessa, tudo ficou para traz. Onde colocaremos então aqueles que no passado se bateram pela nossa pátria?
E quem nos defenderá quando corrermos perigo?
Sinais dos tempos e dos valores.
E que tristes sinais...

2 comments:

superescritor said...

Vamos honrar a memória portuguesa?

no dia 1 de fevereiro, centenário do Regicídio, façamos algo que há cem anos nímguém se dignou a fazer.

Mostremos Luto por um Rei que deu deu a sua vida e a do seu filho à nação.

Um sinal de luto pelo reconhecimento da obra do Rei D. Carlos, e do sacrifício também desnecessário do Píncipe Real D. Luís Filipe.

Lory Boy said...

Meu caro,

eu costumo fazê-lo.