Tuesday, January 06, 2009

Joaquim Paço d'Arcos

A Universidade Lusíada habituou-nos a certas mostras que não fazemos qualquer intenção de desperdiçar.

Foi assim com a exposição sobre Profesor Doutor Manuel Gomes da Silva.

É agora com a mostra sobre Joaquim Paço D'arcos.


Lisboa, 14 de Junho de 1908 - Lisboa, 10 de Junho de 1979


Pode ser revisitado até 17 de Janeiro deste ano na sala de exposições da Universidade Lusíada.

2 comments:

Rui Moio said...

Venha daí, caro leitor deste blogue, revisitar ou conhecer um homem admirável! É dele este poema:

25 de Abril de 1974

Duzentos capitães! Não os das caravelas
Não os heróis das descobertas e conquistas,
A Cruz de Cristo erguida sobre as velas
Como um altar
Que os nossos marinheiros levavam pelo mar
À terra inteira! (Ó esfera armilar, que fazes hoje tu nessa bandeira?)
Ó marujos do sonho e da aventura,
Ó soldados da nossa antiga glória,
Por vós o Tejo chora,
Por vós põe luto a nossa História!
Duzentos capitães! Não os de outrora…
Duzentos capitães destes de agora (pobres inconscientes)
Levando hílares, ufanos e contentes
A Pátria à sepultura,
Sem sequer se mostrarem compungidos
Como é o dever dos soldados vencidos.
Soldados que sem serem batidos
Abandonaram terras, armas e bandeiras,
Populações inteiras
Pretos, brancos, mestiços (milagre português da nossa raça)
Ao extermínio feroz da populaça.
Ó capitães traidores dum grande ideal
Que tendo herdado um Portugal
Longínquo e ilimitado como o mar
Cuja bandeira, a tremular,
Assinalava o infinito português
Sob a imensidade do céu,
Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,
Um Portugal em miniatura,
Um Portugal de escravos
Enterrado num caixão d’apodrecidos cravos!
Ó tristes capitães ufanos da derrota,
Ó herdeiros anões de Aljubarrota,
Para vossa vergonha e maldição
Vossos filhos mais tarde ocultarão
Os vossos apelidos d’ignomínia…
Ó bastardos duma raça de heróis,
Para vossa punição
Vossos filhos morrerão
Espanhóis!

Lory Boy said...

Caro Rui

sobre JPA escrevi à cerca de dois anos, nesta casa, um post intitulado "o portugal que se perdeu". O poema que transcreveu do mesmo autor transcreveu, também lá se encontra. É uma obra de arte!

Um Abraço