Sunday, December 31, 2006

Porquê?

Ainda me estou a questionar o porquê!



Saddam Hussein (28/04/1937-30/12/2007)

Saddam Hussein foi concerteza um dos mais sanguinario ditadores. Matou milhões de pessoas, para além de liderar, com uma fortuna enorme)um país que era na sua quase totalidade pobre.
Fez coisas horrorosas, eu sei. Toda as pessoas o sabem.
Mas continuo a questionar-me, e pergunto da forma mais honesta e humilde(atenção: eu estou mesmo a perguntar),
O que é que ganhamos nós com a morte se Saddam Hussein?
Que ganharam os Estados Unidos?
Qual é vantagem de o ter morto?
O que justifica isto?

Por favor, se alguém quiser ajudar-me....agradecia!

Pode ser que eu esteja só numa crise sentimental e de visão humanista do mundo.
Mas não creio muito nisto....

2 comments:

Yohanan said...

Não venho ajudar, acho que venho mesmo "desajudar", mas desajudar uns pode ser sempre ajudar outros. Com a morte de Saddam nós, aqui sossegados (se não continuarem a deixar que a base das lages seja usada sabe-se lá como), não vamos nem ganhar nem perder, mas aposto que os iraquianos vão ganhar qualquer coisa que lhes vai mudar (para bem pior!) a vida: uma guerra civil.
Os Estados Unidos ganham a simpatia de uma parte (ínfima) dos iraquianos, com alguma sorte e, espero, que a reprovação de grande parte do mundo (espero eu, que sou optimista).
Qual a vantagem de ser morto? a essa pergunta respondo-te com outra pergunta: qual é a vantagem de ser morto assim? O homem foi enforcado!!! eu nem queria acreditar! há certas pessoas (certos aglomerados de pessoas) que às vezes recuam uns seculos perante atrocidades e cometem outras tantas. fala-se de dignidade até na morte, houve até uma revolução porque na Aldeia da Estrela (e espero não estar em erro na localidade) mudaram o aspecto visual do cemiterio e as pessoas tiveram de encontrar novas formas de prestarem homenagem aos seus defuntos, e ninguém diz nada em relação à atrocidade que foi cometida na morte do Saddam, da forma como o humilharam. E atenção, não falamos dos populares a quem ele matou pais, irmãos e filhos, mas de um tribunal teoricamente qualificado para julgar pessoas.
A justificação até posso tentar dá-la: neste caso nem é um olho por um olho, é um olho por vários milhares. a questão é: não estamos a ser iguais a eles? quem com ferros mata, com ferros morre?
eu não. não posso fazer mais do que expressar a minha completa discordância, mas envergonha-me saber que aqueles que me representam, ainda que nada mais pudessem fazer além do que eu própria faço, nem isso tenham feito.

Yohanan said...

desculpa o tamanho... :X